O amar e o pensar

“A presença de um pensamento é como a presença de quem se ama. Achamos que nunca esqueceremos esse pensamento e que nunca seremos indiferentes a nossa amada.

Só que longe dos olhos, longe do coração!

O mais belo pensamento corre o perigo de ser irremediavelmente esquecido quando não é escrito, assim como a amada pode nos abandonar se não nos casamos com ela.”

Schopenhauer, em A Arte de Escrever

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As entrevistas de Gabi!

Feliz fiquei eu após dois programas de entrevista. No domingo, Marília Gabriela com Rodrigo Santoro no SBT. Ontem, ela e outros com Wagner Moura na Cultura (TVE).

Nas pautas, os assuntos se repetem. Como viver fora da TV? De onde vem o dinheiro? Teatro X cinema X novela? Reconhecimento internacional? Novos projetos, ambições?

Bem, o que realmente prendeu minha atenção foi – além da bela simpatia dos dois entrevistados – a forma como eles encaram as novelas. Como estou estudando este produto cultural, presto atenção em tudo que falam sobre. E nada melhor do que entrevistas com dois galãs Globais para pescar algo.

Wagner Moura afirma respeitar a novela e destaca que é muito bom trabalhar, mas que há um problema: o projeto é extenso,demora um ano, o que não permite conciliar com outras atividades, como teatro e cinema. Do mesmo modo, Rodrigo Santoro reconhece a importância  das novelas, mesmo estando longe delas há tempos!

Fico feliz por ver que atores renomados do nosso país fazem diferente de muitos outros, que tratam a novela como menor, como lixo cultural. Elas têm seu valor, sim, e é isso que eu defendo desde a faculdade… Cada um deve saber como apropriar-se do seu conteúdo, ter um olhar crítico sobre o enredo. E era isso!

Jornalismo do mau

Lendo para o mestrado, achei essa frase que diz muito do que vivemos!

“Rápido, barato, inexato, partidarista, mescla de informações aleatoriamente obtidas e pouco confiáveis, não-investigativo, opinativo ou assertivo, detentor da credibilidade e da plausibilidade, o jornalismo se tornou protagonista da destruição da opinião pública.”

Marilena Chauí, em Simulacro e Poder: Uma Análise da Mídia