Conceitos de moda… Se não sabe, não fala!

Tem coisa que irrite mais do que ler bobagem dita por pessoa “entendida” em jornal de grande circulação. Pois é!  Passei por isso ontem e me irritei tanto que pensei “merece um post desabafo!”. Mas não consegui escrever ontem. Esperei a irritação passar pra não escrever shit! Mas aí vamos nós!

Em uma matéria sobre esmaltes mega coloridos (bem atrasadinha, pq o assunto já tá batido na web e até na TV há tempo!), o jornal regional daqui entrevistou uma profissional da moda da universidade em que eu curso o Mestrado e ela afirmou algo assim: que os esmaltes coloridos estão em alta por causa de bandas coloridas como o Restart.

What???? Da onde essa agora?

No verão, quando eu corria como louca atrás da linha neon da Impala, nem sabia quem era Restart. Acho que a autora desta frase inverteu papeis: se o Restart é colorido, é porque uma tendência anterior a eles já antecipou o retorno dessas cores, que não têm nada de novo.

Como disse minha colega de empresa, o Restart são a volta do Menudo e suas cores! hahaha!

Agora, voltando ao assunto, preciso de um socorro da colega Carol, que pode contar nos comments a origem dos coloridos!

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Autor: Poli Lopes

Jornalista diplomada, passei por agência de marketing digital, jornal, rádio, revista e assessoria de imprensa, sempre escrevendo. Doutoranda e Mestre em Processos e Manifestações Culturais, também sou professora no MBA em Marketing Digital no Iergs (Uniasselvi). Sou apaixonada pelo que faço e também pelo meu marido e pelo meu cachorro.

Um comentário em “Conceitos de moda… Se não sabe, não fala!”

  1. Não sei se eu acho mais triste uma pessoa que faz faculdade de Moda falar uma grande besteira dessa ou um jornal que publica uma informação sem verificar a fonte.

    Como tu mesma disse no post, se o Restart usa colorido, é porque eles (ou, mais provavelmente, quem produz eles) identificou essa tendência antes e aproveitou o “gancho”. Já existiam bandas (e com estilos musicais bem diferentes) usando “colorido” fora do Brasil há três ou quatro anos atrás, em referência não mais ao colorido dos 80, mas ao dos 90 (essas bandas citam o início das raves como referência, mas qual de nós, crianças ou adolescentes, entre os 80 e os 90 não usou Pakalolo – ou outras marcas -, com suas calças e abrigos de tactel em crash de cores neon?).

    Dizer que a moda colorida existe pelo Restart é uma grande falta de informação. Dizer que, no Brasil, os adolescentes, pré-adolescentes e crianças estão aderindo MAIS a essa moda por causa deles, aí sim, é uma verdade.

    As cores são a primeira definição tida pela indústria de Moda, com uns três anos de antecedência, pelo menos, e acontecem por razões que acabam com todo o “blablabla” bonitinho do mundo da moda. Por exemplo, muitas vezes, se tem tecido ou corante “encalhado” de uma determinada gama de cores, TCHARAM, essas cores aparecem nos maiores desfiles da temporada seguinte.

    Dizer que uma gama de cores utilizada por toda uma indústria, que é a segunda maior do país (só perdendo pra alimentícia) e a primeira no mundo a se industrializar e produzir em larga escala, está em voga simplesmente por uma banda de âmbito nacional e que tem como foco apenas dois grupos etários, que não são os de maior poder de compra nem de influência (vide que os fãs de Restart geralmente não chegam aos 18 anos, e a faixa dos 18 aos 20 e poucos é a que exerce maior influência nas tendências de consumo atualmente) é uma extrema falta de informação. Divulgar isso é uma extrema falta de bom senso.

    Todo mundo quer falar de Moda hoje em dia, mas ninguém quer buscar informação a fundo. Se as pessoas, ao invés de falarem apenas de desfiles, novelas e looks de celebridades, fossem um pouco mais a fundo pra saber todos os fenômenos sociais e mercadológicos que envolvem essa área, o mercado de Moda mundial seria muito melhor.

    A mesma teoria “dos coloridos” vale pra o que a gente comentava em aula há uns dias atrás: a “moda de novela”. Todo mundo diz que tal modelo, tal estampa, tal “modismo” (porque “tendência” é algo muito maior) virou moda por causa da novela. Na maioria das vezes, o que acontece é o mesmo que eu disse acima: os fugirinistas, diretores de arte ou até diretores e roteiristas (como no caso das novelas “étnicas”) identificam uma tendência (aí sim pode-se usar essa palavra) ou um modismo que está pra acontecer, e inserem ele na trama. Muitas pessoas e empresas seguem simplesmente porque está na novela, mas outras empresas já estavam com aquele produto “engatilhado”, porque o modismo já estava pra acontecer! A última novela indiana foi um exemplo disso… As referências étnicas já estavam surgindo na Moda “lá fora”. O grande lance das modas adolescentes ou “de novela” é que elas acabam “saturando” muito mais rápido do que as outras, porque chegam nos camelôs, grandes magazines, lojas populares e no look “do povão” bem mais rápido. Com esse modismo indiano foi assim: a novela entrou no ar quando muitas marcas mais caras estavam com suas coleções prontas pra serem lançadas. Se não fosse a novela, talvez demorasse mais pra chegar no povo. Com ela, balaio e butique vendendo a mesma peça, ao mesmo tempo. Resultado? Peças caras encalhadas! Coisas do mundo líquido…

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