17 anos sem Mário Quintana

Hoje completam 17 anos da morte de Mario Quintana. Lembro que, quando ele se foi, fui uma das únicas pessoas que sentiu, até porque a morte dele foi cinco dias depois da do Senna.

Por isso, vou fazer hoje algumas homenagens a ele. Abaixo, alguns poemas dele, publicados no livro Espelho Mágico, de 1945.

I. DA OBSERVAÇÃO

Não te irrites, por mais que te fizerem…
Estuda, a frio, o coração alheio.
Farás, assim, do mal que eles te querem,
Teu mais amável e sutil recreio…

II. DO AMIGO

Olha! É como um vaso
De porcelana rara o teu amigo.
Nunca te sirvas dele… Que perigo!
Quebrar-se-ia, acaso…

III. DO ESTILO

Fere de leve a frase… E esquece… Nada
Convém que se repita…
Só em linguagem amorosa agrada
A mesma coisa cem mil vezes dita.

IV. DA PREOCUPAÇÃO DE ESCREVER

Escrever… Mas por quê? Por vaidade, está visto…
Pura vaidade, escrever!
Pegar da pena… Olhai que graça terá isto,
Se já se sabe tudo o que se vai dizer!…

V. DAS BELAS FRASES

Frases felizes… Frases encantadas…
Ó festa dos ouvidos!
Sempre há tolices muito bem ornadas…
Como há pacovios bem vestidos.

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Autor: Poli Lopes

Jornalista diplomada, passei por agência de marketing digital, jornal, rádio, revista e assessoria de imprensa, sempre escrevendo. Doutoranda e Mestre em Processos e Manifestações Culturais, também sou professora no MBA em Marketing Digital no Iergs (Uniasselvi). Sou apaixonada pelo que faço e também pelo meu marido e pelo meu cachorro.

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