Da colônia

Fui uma criança de apartamento.

Mesmo quando era criança e morava em casa, não curtia pátio, grama, árvores. Achava mais legal olhar desenho na TV. #baixinhadaXuxa

Daí cresci e voltei a morar em casa. Da primeira vez, não curti. Até que um dia, entre uma casa e outra, descobri as coisas legais do pátio. 

Daí, comecei a curtir hortas, plantas em vasos, pallets, decoração externa… Também passei a curtir um chimarrão na sombra da árvore, colher meus pimentões (e em breve tomates cereja), meter a mão na terra, brincar com os cachorros…

Todas coisas simples, da casa, do lar, que um tempo atrás eu nem sabia que existiam – quem dera entender como legal… Coisa de gente grande? Envelhecendo? Aprendendo a viver de outra forma?

Não sei como definir! Só sei como aproveitar esses momentos!

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Pinterest – meu álbum de figurinhas!

Que eu adoro colecionar imagens, salvar todas em uma pasta e um dia usar aqui, todo mundo sabe! E agora achei um brinquedinho social novo na web: o Pinterest!

Simplificou a minha vida! Todas as imagens legais que eu salvava vão parar aí, por tema…

Quem mais vai? eu tô aqui: http://pinterest.com/polilopes/

E o Mestrado valeu – e muito!

Atrasada, como sempre, resolvi hoje escrever um pouco sobre a experiência de cursar e concluir um Mestrado. O título em si não me faz maior ou melhor que outros profissionais, mas com certeza me alegra por ser mais uma conquista minha – que contou com o apoio de pessoas especiais e me trouxe grandes mudanças, em outras áreas!

Estar em um curso multidisciplinar proporciona grandes conversas, grandes debates e uma troca imensa de visões e opiniões sobre assuntos que provavelmente nunca fariam parte do dia a dia das pessoas que estão naquela sala de aula. Se não fosse a Simone (e a professora Juracy, claro!), quando eu pararia pra entender a importância de Machado de Assis? Sem a Mirele, seguiria sem conhecer nada da Restinga e suas mulheres. Sem o Leo, quando ouviria falar da musicalidade dos M’Bia Guaranis (que até hoje não sei escrever certo!). Teve também a Gisele Wittmann e as conversas sobre gênero, a Andrea e a arte do grafite,    o Capra e as ironias do mercado cultural,  E mais a Júlia, a Ana, a Tati, a Marga, a Andreia da TV (hehehe!), o Vitor, a Jamile, a Letícia, o André e a Lu, entre outras tantas pessoas que, como alunos da turma ou especiais, fizeram parte desse trajeto.

Na segunda turma, o Rafa e o Vini fizeram a diferença, sempre incendiando e complementando os debates. Pena que muita gente não entenda esse perfil deles e critique! Eu gosto de pessoas que pensam e mostram o que sabem; afinal, eu não posso saber tudo, como ficou bem claro acima; então, se alguém sabe o que eu não sei e expõe isso, certamente eu aprenderei algo na conversa! Fato!

Mas, voltando à turma… O legal é que a troca de ideias se estendia. Não ficou só na sala de aula. Ganhou outras proporções, porque refletiu na minha vida pessoal e profissional. No Mestrado, conheci a Carol, uma pessoa pra lá de especial que se tornou uma grande amiga, trouxe outras amigas no pacote e também um novo mercado de trabalho. É, a Academia mudou a profissional aqui, abriu horizontes e com isso trouxe outras pessoas legais, que hoje fazem parte da minha vida! Mas voltando a Carol, ela foi um dos grandes ganhos do Mestrado, com certeza!

Meninas de Quinta (nome novo do encontro! hahaha!), sintam-se beijadas aqui!

Foco, foco, foco! Volta pro Mestrado, Poli! 😀

Sinto-me extremamente feliz por ter um dez como nota de banca e 8,85 como média global. é uma nota que reflete um trabalho feito com tempo reduzido, pois trabalhar, cuidar da casa, ser esposa e filha e ainda estudar pras disciplinas e fazer a dissertação tornou-se um trabalho árduo. Por vezes irritante, mas em sua grande maioria prazeroso, divertido. Afinal, ao falar sobre telenovela revi a história da TV – esse suporte que tanto me encanta e faz companhia! – e me encantei com o tanto que foi feito com poucos recursos e mínimo conhecimento.

Falar de personagens me aproximou da Literatura, que é um hobbie super prazeroso. E rever personagens que foram criados para passar uma mensagem e que marcaram época permitiu um devaneio, uma reflexão acerca da nossa história recente.

Tudo isso graças a magistral condução da Paula Puhl, minha bi-orientadora (sim, ela me orientou na especialização também!), que soube me puxar de volta pro teclado, indicou os melhores livros e teve toda a paciência do mundo comigo… Porque, como eu disse antes, o Mestrado era mais uma das minhas atividades e, muitas vezes, o foco ia pro outro lado – e vinha a Paula e me puxava pela mão (ou pelos cabelos, em momentos mais tensos! hehehe) de volta pro foco necessário!

Resumindo, com o Mestrado ganhei conhecimento, novos pontos de vista sobre o mundo, colegas, amigos e novos rumos. O que vale, mesmo, é a nota?

Jardins verticais são opção decorativa

Ando falando por aí sobre como cuidar do jardim. Afinal, agora morando em casa tenho um pátio pra cuidar, né? Mas essa diversão não é exclusividade de quem vive no chão: quem mora em  apartamento pode, sim, ter o seu espaço verde! Uma opção, que além de ajudar a ganhar espaço, funciona como elemento decorativo, é o jardim vertical.

Uma dica de custo mais reduzido para criar um jardim vertical é usar um pallet como suporte. Para fechá-lo, pode-se usar uma lona preta na parte de trás, presa com tachinhas ou um grampeador especial para madeira. A terra é colocada pela frente, assim como as mudas – recomenda-se não usar sementes, pois elas podem crescer sob as madeiras. Se você acha o pallet muito simples, pode pintá-lo ou ao menos passar um verniz, dando um ar menos “reciclado” ao seu jardim!

 

Outra opção, um pouco mais cara, é investir em compartimentos específicos para plantas e jardins verticais, como bolsas de cerâmica. Elas são mais refinadas e menos rústicas, mas também se encaixam na necessidade de quem busca um espaço verde em casa. Neste caso, as peças são da designer Farrah Sit.

 

Como estes recipientes não têm drenos para saída da água excedente, é preciso mais cuidado na hora de monta os vasos. Abuse do pedregulho e da areia no fundo, o que ajudará a controlar a umidade do solo e evitará a morte das plantas.

Gostou dessas ideias? Aproveite este momento de inspiração e mãos à obra!

Agenda para organizar

Eu vivo falando de organização, de agenda, de ter um método para fazer o dia a dia ser mais simples e prático…

E hoje recebi essa dica de uma amiga querida: as agendas da série Cover, da Rotermund. Pra quem não sabe, a Rotermund é uma gráfica gaúcha que existe desde 1877.

Voltando à agenda, essa série Cover é mais estilosa, pensada para quem busca associar praticidade e funcionalidade a elegância. A agenda conta com uma capa, que pode ser com zíper (no modelo Zip) ou sem (no modelo Master).

As duas são em material sintético opaco e têm, além da agenda, caneta, calculadora e bloco de anotações. Legal que anotações extras e a famosa to do list não precisam ocupar as páginas da agenda.

Vai falar mal? Tenta conhecer antes!

Eu tenho falado muito sobre isso. Sobre essa mania das pessoas de criticarem pelo simples prazer de ser do contra. Sem conhecer. Sem tentar entender. Sem ver de onde veio.

É simples. Vou dar um exemplo que estudei por dois anos, no Mestrado. As telenovelas.

A reclamação geral é que novela é uma merda. Não serve pra nada. Engana e manipula as pessoas.

Mas e o que é telenovela? Para que serve? De que forma chega aos telespectadores? Alguém lembrou de pensar sobre isso antes de marretear essa produção dramatúrgica?

Ao contrário do que muitos podem pensar, a telenovela conquistou uma importância tão grande no imaginário e na realidade das pessoas que ganhou espaço na Academia (lembrem-se que Academia não é somente aquele lugar que as pessoas fazem ginástica, ok?).

E telenovela foi definida pela pesquisadora Rose Calza como “uma forma de arte popular que não é literatura, cinema, teatro ou produto de outro meio qualquer. Uma telenovela é uma peça dramática que pode surgir da adaptação de um livro ou mesmo ser inspirada em um poema, mas nunca se confundirá com eles” (CALZA, 1996, p.7)

A mesma Calza comenta que “[…] em uma telenovela, temas importantes podem e devem ser debatidos enquanto tiverem uma função clara no enredo da trama que se monta pois, antes de tudo, telenovela é entretenimento” (CALZA, 1996, p.14).

Mas as pessoas são enganadas, acreditam que o que vêem na TV é real… Ah, parem com essa conversa… Quem ainda acredita em tudo que a TV mostra? Quem confia 100% nos vídeos que vê na internet?

Umberto Eco (que é muito mais do que autor de O Nome da Rosa) fala sobre esse acordo ficcional que se forma entre autor e público.

“[…] o leitor tem que saber que o que está sendo narrado é uma história imaginária, mas nem por isso deve pensar que o escritor está contando mentiras. […] o autor simplesmente finge dizer a verdade. Aceitamos o acordo ficcional e fingimos que o que é narrado de fato aconteceu” (ECO, apud MALCHER, 2009).

Ou seja: a “massa” não é tão burra quanto alguns pressupõem. Ela sabe, sim, o que é real e o que é ficção. Sabemos que uma Teresa Cristina (plin-plin) real provavelmente já teria sido descoberta e presa por ser a louca que mata de formas toscas todo mundo que a incomoda – ou nem incomoda tanto assim, mas está na reta. Mas ela não é real, é personagem ficcional, e por isso o público entende – e torce para – que ela só se dê mal no final.

Afinal,

“assistir a uma novela é incorporar a trama ao cotidiano e de certa forma participar da dinâmica social que vai definindo os rumos da narrativa” (HAMBURGER, 2005, p.44).

Quando a gente toma partido de um personagem em detrimento de outro, o faz porque se reconhece e se posiciona em relação a interpretação de seus próprios dramas. Da mesma forma, o público se posiciona quando comenta temas polêmicos e acaba ecoando, em suas opiniões, os seus dramas privados. Aqui, cabem tanto as referências ao político e social quanto à moda e consumo.

* * *

Eu poderia ficar aqui horas justificando minhas ideias, mas…

O que eu queria dizer mesmo é que considero de extrema importância que as pessoas, antes de falar mal por falar, busquem conhecer sobre o estão falando. Porque o que mais ouvimos por aí é “nossa, tão ruim que eu nunca vi/li/ouvi”. Isso vale pras novelas, BBB, Veja, Michel Teló, Luiza/Canadá…

E mais para os pés femininos…

Uma marca que que esteve na Couromoda e tem me agradado muito pelo desenvolvimento de seus produtos, sempre diferenciados e com um “q” mais fino, é a Stéphanie Classic.  Pro inverno, a marca aposta em uma atmosfera surpreendente, elegante e supercharmosa, marcada por estéticas marcantes, datadas de diferente momentos. Destaque para o minimalismo das formas e o diferencial artesanal do handmade.

                   

Do mix de atitudes surgem propostas que passeiam pelo artesanal, transformando os calçados em verdadeiras obras de arte. Já as formas estruturadas e simplificadas chegam com uma estética modernista, onde o minimalismo toma conta das criações. A coleção tem diferentes possibilidades de intensidades e misturas de materiais, que podem ser nobuck, verniz, peles e couros texturizados,, assim como texturas de píton e tilápia.

                   

Nas cores, os clássicos neutros, marrons e preto unem-se a tons intensos de vermelho, azuis, verdes, púrpuras, amarelos, vinháceos e rosas. A mistura de cores, que já foi destaque no verão, volta com um novo perfil: o winter blocking, que destaca-se pelos  blocos grandes de cores.