Da amizade…

Sempre defendemos os amigos. Isso é fato. O problema é quando a defesa ultrapassa a conversa. Explico.

Na semana passada, fui comentar um caso de um conhecido com uma amiga dele. Sabia que ela defenderia ele. Só não esperava que isso ocorresse da forma que ocorreu.

Comecei a contar a história, pois incluía críticas profissionais e eu achava que ele deveria saber e ter o direito de se defender (direito esse que ele abriu mão, mas sem saber que as críticas apareceriam). Explicando melhor: ele dá aula no mesmo lugar que eu e não quis participar do “grupo da turma no Facebook”. Só que os alunos meteram o pau nele no grupo e eu vi. Achei que ele deveria saber.

O detalhe é que, ao começar a falar, ela veio com mil pedras na mão, dizendo que ele não tem obrigação de estar no grupo (e não tem mesmo), que o Facebook é uma página pessoal dele (o meu também é, certo) e que se os alunos têm problemas, que deveriam falar diretamente com ele, no horário de aula, que é o momento que ele é pago para resolver pendências.

Entendo e concordo. Mas ela não me deixou dizer isso. Simplesmente saiu “atacando”, dizendo que se eu dispunha do meu tempo pessoal para estas coisas, o problema era meu. Que ele não faria isso e ela, no lugar dele, também não.

A questão não foram os argumentos – afinal, cada um terá uma opinião sobre este assunto! – mas a forma da conversa.Foi agressiva, me deixou super na defensiva. E não me deixou explicar.

Aí fiquei pensando: até que ponto não ajo assim quando quero defender alguém – ou alguma ideia? O quanto me coloco impositiva quando deveria ouvir e trocar ideias? Qual é o limite da tolerância das pessoas às críticas – a elas mesmas ou às pessoas de quem gostam?

Coisas para pensar!

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Autor: Poli Lopes

Jornalista diplomada, passei por agência de marketing digital, jornal, rádio, revista e assessoria de imprensa, sempre escrevendo. Doutoranda e Mestre em Processos e Manifestações Culturais, também sou professora no MBA em Marketing Digital no Iergs (Uniasselvi). Sou apaixonada pelo que faço e também pelo meu marido e pelo meu cachorro.

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