Sim, são 20 anos…

Para ler esse post, sugiro a seguinte trilha sonora:

(todo mundo sempre gostou mais do rosa, mas como meu favorito é o preto e esse post é meu, mantive a cantora e escolhi a minha música favorita!)

Ok, dá o play e vamos lá!

Depois de um encontro muito lindo na sexta, uma celebração a vida, como bem definiu o anfitrião, me dei conta de que estamos completando exatos 20 anos dessa bagunça toda. A prova está aí embaixo (torrando o filme em 3…2…):

pio
2º colegial – 1994

Recapitulando: eu entrei no Pio XII em 1993. Foi o ano que conheci a Deni, o Be e mais gente que já era de lá, reencontrei a Carol (que veio comigo da Fundação). Aprontamos. Zoeira sem limite, como sempre – e até hoje! Também foi o ano que meu irmão morreu, mas a conversa aqui é pra ser alegre, então pularei essa parte!

No ano seguinte, a Deni foi pra Feevale, a Carol pra outra turma e eu e o Be ficamos por ali. E eu conheci uma gente legal, mas que – sim, eu lembro! – tinha um certo estranhamento em relação a nós! Até porque éramos beeeeem estranhos no primeiro ano, não nego. Mas a gente era legal… 😉

Foi tudo meio amor à primeira vista! Luli, Roberto, Jamile (que não estava na turma da escola, mas que era da “turma”), Fabi Paiva, Scheila, Bio, os guris Duda e Fael… Todo mundo junto. Todo mundo o tempo todo junto.

Trabalho de Religião do Mário? Vamos fazer um filme!

Tem que estudar pra Matemática? A Fabi ensina na casa dos guris.

Cada dia era uma experiência nova, um momento novo, uma pessoa nova chegava. Assim, fomos agregando: Maicon, Pati Strich, Xuni, Pati Carol, Lilian, Samy, Tati Campos, Sandro, Xandi… Na verdade eu tenho CERTEZA que tô deixando uma galera de fora, mas gente, sério, são 20 anos. A gente esquece de nomes (ainda mais que estou escrevendo em Ribeirão Preto, bem longe dos meus álbuns de fotos queima-filme)! Então, desculpem-me!

P.S.1: um beijo especial pras mães, que nos aguentaram esse tempo todo! As duas mães Rosa, as três mães Vera, a mãe Elaine…

Gepio?
Gepio?

E teve o Grêmio Estudantil! Reuniões fora de hora, organização de festas, concentração… Escolha da Garota Pio XII, Carnaval de Inverno… Tudo era motivo pra gente ficar juntos!

O ano terminou, teve gente que passou, gente que rodou, gente que trocou de escola. E tudo continuou do mesmo jeito: Under todo findi, tardes intermináveis no shopping, … Muito colo, muito choro, muito ciúme e muita briga. Gente nova entrou no grupo, gente velha saiu, até que cada um tomou seu rumo.

 

… e parece que não passa…

 

E agora a gente é assim...
E agora a gente é assim…

Eu comecei falando dos 20 anos, né? E sabem o que mais me surpreende? Que parece que o tempo não passou!

Não estou dizendo que as rugas e os brancos não chegaram… Sim, eles estão aí!

Mas sabe quando tu conversa com uma pessoa e parece que o tempo não passou? Quando parece que tudo continua igual?

O tempo foi um anjo com a gente, com certeza!
O tempo foi um anjo com a gente, com certeza!

Sim, eu sei que nesse tempo, a gente ficou longe, a gente se observou pelo Orkut, pelo Facebook… E eu sei que eu não estava lá quando os nenês da Luli, da Jami e da Pati nasceram, quando a Xuni foi operada, quando as crianças do Roberto chegaram… Eu não estive lá muitas vezes, assim como coisas que aconteceram comigo – boas e ruins – foram perdidas por todos.

Mas, não sei porque, parece que isso não faz tanta diferença assim. Porque o que a gente sente é maior do que o tempo e a distância. E por isso, quando a gente se vê, as conversas começam no hoje: a gente se atualiza naquelas de, um ou dois anos atrás; a gente fala das nossas histórias tristes – e felizes – como  se todos soubessem, como se todos estivessem o tempo todo lá.

Alguém explica isso? Alguém tem uma palavra que defina isso?

Eu só encontro um trio de palavras, que hoje fica super claro pra mim, de uma forma que naquele tempo não era possível: AMOR DE IRMÃO!

Beijo pra vocês!

 

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Autor: Poli Lopes

Jornalista diplomada, passei por agência de marketing digital, jornal, rádio, revista e assessoria de imprensa, sempre escrevendo. Doutoranda e Mestre em Processos e Manifestações Culturais, também sou professora no MBA em Marketing Digital no Iergs (Uniasselvi). Sou apaixonada pelo que faço e também pelo meu marido e pelo meu cachorro.

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