Sad but true

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“Ela não queria conversar. Queria apenas resolver. Acabar com aquela situação que a angustiava, que apertava seu peito e a fazia sofrer.

Sabia que ninguém entenderia. Porque por fora, na casca, tudo era lindo e alegre. Afinal para que mostrar a todos as mazelas de algo que não se sustenta mais? Por que ser diferente da massa, aquela que é muito feliz na timeline, aquela que tem uma vida perfeita e que nunca se arrisca a mostrar fraquezas?

Aí morava o medo que ela sentia. Não temia a solidão, mas se arrepiava ao imaginar olhares e palavras de pena. Ou de culpa.

Porque as pessoas sempre buscam um culpado. É da natureza humana. E se algo não dá certo, então, um culpado é a maneira de justificar os erros dos outros, mesmo sabendo que o conceito de erro e acerto é relativo.

Julgar e culpar é fácil e necessário para que a sociedade siga o seu caminho moral. Mas não é bom para quem os inquisitores viram seus olhos.

Mas ela se sentia pronta para enfrentar. E partiu.”

 

(transcrição de um texto escrito em bloquinho, em 20 de janeiro de 2013)

 

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Autor: Poli Lopes

Jornalista diplomada, passei por agência de marketing digital, jornal, rádio, revista e assessoria de imprensa, sempre escrevendo. Doutoranda e Mestre em Processos e Manifestações Culturais, também sou professora no MBA em Marketing Digital no Iergs (Uniasselvi). Sou apaixonada pelo que faço e também pelo meu marido e pelo meu cachorro.

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