O admirável mundo das séries

Este texto foi originalmente publicado no Medium em fevereiro de 2016. É um dos que mais amo, então tá aqui também! Desconsiderem a fala do “Carnaval”, mas a dica #maratonem


Hoje eu resolvi escrever sobre as séries que estamos acompanhando aqui em casa. Mais do que listá-las, quero contar porque cada uma delas está nesta lista. Vale como dica pra quem, como nós, não terá Carnaval! Vale maratonar, todas podem ser encontradas online!

THE BLACKLIST

Somos fãs do Red, adoramos a forma como ele lida com os crimes — os que comete e os crimes dos outros. É o tipo de protagonista que vem ganhando espaço nas novelas: nem bom, nem mau, apenas humano. Sabe que o que faz é errado, mas acredita no que faz. Manipula, envolve, joga o tempo todo. E também ama: porque se não for amor o que ele sente pela Lizzy, não sei mais o que amar…

HTGAWM

Não sei o que falar, apenas sentir… Essa frase da Roberta Miranda resume minha paixão por Anallise Keating e seus pupilos. How To Get Away With Murder surpreende em todos os episódios. O ritmo louco da narrativa, que sempre volta ao case da temporada e vai revelando aos poucos o centro de tudo, faz com que a gente fique na expectativa. Status: apenas esperando 11 de fevereiro e a volta da temporada!

CRIMINAL MINDS

Criminal Minds, como o próprio nome indica, analisa a mente das pessoas. O foco são os assassinos em série, psicopatas…, mas a análise vai além disso. É uma aula de análise do comportamento humano. E tudo sob a supervisão do cara sério, o paizão, o queridinho genial, a nerd, o fortão, a mãe e a mulher independente. Mas não pense em estereótipos. Assim como a gente, as personagens não são apenas estas definições aí: partimos disso para aprofundar o comportamento humano dos detetives e dos criminosos.

QUANTICO

Nossa, mais de FBI, investigação, crime, atentados, personalidades dúbias, essas coisas… Não acho lá graaaandes coisas, mas a curiosidade em saber quem é o terrorista não me deixa desistir da série e aguardar a volta da temporada. Mas este é o tipo de série que sempre me faz pensar: eles vão nos enrolar muito? Como será uma segunda temporada?

THE 100

Ok, The 100 passa na MTV Brasil e claramente é uma série mais teen. Mas isso não nos fez perder a curiosidade do que vai rolar na terceira temporada — desde que não vire uma coisa meio Lost. :/ Jovens criados em uma estação espacial voltam pra descobrir se a Terra suporta vida humana e, quando chegam, descobrem que há vida. Tem toda uma discussão sobre gerações, liderança, conhecimento… Apenas por estes debates já vale o tempo investido!

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Sobre a escrita [uma resenha]

Todo mundo conhece Stephen King, mesmo sem saber. Afinal, ele é o pai dos livros que inspiraram os clássicos filmes de suspense e terror O Iluminado,Cemitério maldito, It (nossa, como eu tenho medo desse palhaço!), Carrie, a Estranha e Under the dome. Segundo a lista da Forbes que o @blog-do-beco publicou, ele é um dos 10 escritores mais bem pagos do mundo, empatado com a mãe do Harry Potter.

Uma das maravilhosas histórias que Mr. King conta está em Sobre a Escrita — A Arte em Memórias, que li na semana passada.

#leião, ok!

Dividido em três partes (que na verdade equivalem a duas), King conta a origem de sua escrita, o que em seu passado influenciou em sua formação de escritor e como se tornou o best-seller que é hoje. Da infância nômade com a mãe e o irmão ao casamento com a colega de faculdade (que se tornou sua maior incentivadora e Leitora Ideal), passando também pelo rascunho de Carrie, A Estranha resgatado por ela do lixo (livro que alçou Stephen ao sucesso!) e o vício em drogas e álcool, tudo é relatado para mostrar que pode não ser fácil, pode parecer impossível, mas que dedicação, empenho e foco ajudam a chegar lá!

Cada um com a sua bagunça, certo?

Na segunda parte, King faz um manual de escrita. Ele conta, em detalhes, o que vai em sua caixa de ferramentas de escrita. Os elementos de estilo, parágrafos, ritmo, personagens, criatividade… Tudo é detalhado para ajudar quem quer desenvolver a escrita. Claro que ele não entrega o ouro, até porque talento é algo que uns têm e outros não — apesar de ele defender que um escritor comum pode se tornar um bom escritor.

A base de tudo, para King, é ler muito e escrever muito!

  • Ele sugere que se leia porque gosta e não apenas porque é trabalho, tanto coisas boas quanto ruins, o que ajuda a refinar a escrita e o estilo.
  • Ele sugere escrever para praticar em um local adequado, tendo um cronograma que permita o cumprimento de metas diárias. Afinal, é uma profissão!

Lá no final, ele ainda apresenta duas versões do 1408, produzidas na forma que ele recomenda: a primeira, escrita à porta fechada (sem parar, direto, sem pitacos de terceiros) e a segunda, de porta aberta (depois de terminada a obra, ele indica deixa-la descansar por umas seis semanas, numa gaveta, e só ser revisada depois desse período, de cabeça fresca), rabiscada e editada. É essa segunda versão que ele distribui pra sete ou oito Leitores Ideais, que indicarão o certo e o errado no texto.

Neste ponto, ele lembra:

1ª versão(-) 10% = 2ª versão

A terceira parte, que acaba sendo parte da primeira, ele conta sobre o atropelamento que quase o matou, a recuperação e o processo de escrita deste livro.

Pra fechar, publico aqui o último parágrafo, que sintetiza tudo:

PARA FICAR FELIZ, OK?


Esse texto foi publicado originalmente no Medium, mas gosto tanto dele que resolvi trazê-lo pra cá!

Por que nós amamos os vilões?

Aviso: este texto eu publiquei no Medium em fevereiro de 2016. Está na lista dos que mais gostei e que, por isso, estão vindo pra cá! Espero que você se divirta com a leitura!


Ok, esse amor é meu. Mas sei que não tô sozinha!

Sou de Humanas, sou problematizadora. #diferentona

Brincadeiras à parte, gosto de analisar meus hábitos e ideias, principalmente quando vejo que a loucura não é apenas minha. E a paixão pelos vilões, super em alta nos dias de hoje, é uma dessas manias que tenho desenvolvido.

Gosto de alguns mocinhos, como o Dr. Spencer Reid, do Criminal Minds, mas ele é um mocinho um tanto… estranho! Então não conta!

Noveleira que sou, chamo até hoje todos os personagens da Renata Sorrah de Nazaré (e não mais de Heleninha Roitman). E, como muitos por aí, fico esperando ela jogar algum desafeto pela escada.

A pesquisadora Ana Maria Figueiredo (2003) afirma que a personagem é a peça fundamental da narrativa (seja em livro, seja em vídeo), porque são elas que amarram a história. É o entrelaçamento das personagens em um enredo que retem a atenção nossa atenção.

Aí vem o pulo do gato. Cada vez menos sonhamos com o mundo de princesas, de ser a boazinha que se ferra até o final, quando (nem sempre) dá a volta por cima.

 

Antônio Candido (1988) diz que as personagens são

“seres humanos de contornos definidos e definitivos, em ampla medida transparentes, vivendo situações exemplares de um modo exemplar”.

Mas vejam só: ser exemplar, para ele, não é necessariamente uma característica positiva: a personagem pode ser exemplar para o bem ou para o mal, desde que esteja integrado em um denso tecido de valores, a partir dos quais age.

Ou seja, quando admiramos aquele vilão mais FDP, aquele que faz tudo errado mas que o faz porque acredita ser o certo, ou porque foi a única forma de vida que ele aprendeu, ou ainda porque quer se dar bem — e quem não quer? — é porque esse tecido de valores foi bem tramado.

Vejamos, hoje: a novela A Regra do Jogo tem Juliano e Romero.

Juliano é aquele mocinho que quer fazer tudo certo. Foi preso injustamente. Cumpriu 4 anos. Idolatrava um pai sofrido que na verdade é bandidão. Sempre fez as coisas do jeito certo e sempre se deu mal.

Já o Romero é uma “vítima do sistema”. Foi criado por um cara de caráter beeem duvidoso — Ascânio, do maravilhoso Tonico Pereira — com quem aprendeu a roubar, enganar. Doente, seguiu enganando e agora, no final, parece querer se redimir — ainda que de um jeito errado.

Pra quem nós torcemos? Quem admiramos?

 

Nem Romero, nem Ascânio. A torcida vai para o Pai, pro Gibson, impecável vilão do José de Abreu. Gente, ele é muito bandido. E não apenas bandido por ser criminoso: ele é malvado de verdade, fala aquelas coisas que muitas pessoas pensam e não tem coragem, é irritantemente cruel e sarcástico, defende seus atos por sentimentos que aparentemente ele não tem. Dissimulado, engana todos ao seu redor.

E talvez seja isso que nos encanta: a liberdade que ele vive, sem limites, sem moral, sem ética. Daí a gente lembra da política atual (e não estou sendo partidária, tô generalizando mesmo!), pensa nas “personagens” da vida real, vê que qualquer semelhança não é mera coincidência e …

Vem a hora da torcida: a gente torce, sim, pra que ele se dê mal! Muito mal! Ou, de repente, torce pra que ele fuja do Paí dando uma banana pra gente.

(Ainda) sobre o fim da mão única emissor-receptor

Antes, um aviso: eu escrevi este post em 2013 (ui, já faz três anos!). Hoje, parei pra reler e vi que não mudou muita coisa. E como estou aos poucos trazendo outros textos que escrevi pra cá (lembra que fiquei um tempo fora desse blog?), achei que este merecia uma atenção.


“Para se comunicar é preciso ter mais diálogo. Estamos voltando ao diálogo depois de 50 anos de monólogo.” 

Walter Longo, do Grupo Newcomm

Quem vive o dia a dia da internet já entendeu que a comunicação como conhecemos (ou estudamos nos anos 1990 e 2000) não existe mais. O conceito simplificado em que o emissor manda uma mensagem para o receptor, que pode ou não emitir uma resposta, não existe mais. Hoje, todos são emissores e receptores ao mesmo tempo, inclusive os veículos de comunicação. E adaptar-se a essa realidade, entender que as pessoas também são formadores de opinião, parece muito complicado para algumas empresas. Digo isso depois de ver a seguinte imagem hoje pela manhã na minha timeline:

block

Onde está a relação, a conversa? Se o veículo em questão não gosta/concorda/sente-se ofendido com as críticas e comentários do seguidor, falou com ele sobre? Ofereceu algum atendimento  especial? Tentou converter esse crítico em fã? (considero que o problema sejam críticas e brincadeiras feitas pelo seguidor, visto que se fossem elogios não haveria block)

Vejo  – não só neste caso, mas em muitos por aí – que as empresas não estão prontas para ouvir, assimilar, refletir sobre o que de bom e de ruim é dito sobre sua empresa. É mais fácil apagar uma crítica do que respondê-la. É mais fácil impedir quem te critica de falar contigo do que tentar inverter um quadro negativo. E muitos fazem isso. Sad but true.

Já ouvi de uma grande empresa que “ainda não é a hora de entrar nas redes sociais”. Ok, e será quando? Quando as pessoas “queimarem” a sua marca com críticas e comentários negativos por algum problema com seu produto? Quando sua empresa deixar de aproximar-se ainda mais daquele super cliente, que advoga a favor da sua marca? Quando a concorrência fizer a parte dela e

Estar nesse meio não é somente compartilhar imagens legais e dar prêmios.  Na verdade, é muito mais do que isso. É saber ouvir (especialmente críticas), é mediar debates, é conversar muito, é aprender com o cliente, é informar (sobre produtos, sobre o mercado, sobre o mundo, de repente!) e formar (bons cidadãos, novos clientes e fãs). Mais do que likes e shares, mais do que números, as redes sociais são exatamente isso: uma relação em rede, conexões, sociedade.

11.22.63 – uma resenha

Eu contei lá no Medium, em janeiro, que eu queria assistir 11.22.63. Pois bem, eu assisti! E AMEI! ❤ ❤ ❤

 

11-22-63-hulu
James Franco, Stephen King e J.J.Abrams – como não amar?

Cara, como Stephen King me faz feliz. 😀 Amo suas histórias e, mesmo que as adaptações não sejam ipsis literis o que ele escreveu, sempre me surpreendem e agradam.

A série é curta – tem 8 episódios – e nós matamos em dois dias. #maratonando

Foi divertido ver um cara de 2015 chegando e se adaptando aos anos 1960.

11.22.63
Bem-vindo ao passado, Jake!

Ficaram super marcadas as diferenças culturais – e eu não tô falando só de não haver internet e tal. As conversas (“você pode falar menos palavrões, por favor!”), os relacionamentos, o racismo, o papel da mulher na sociedade, está tudo ali, escancarado, dando na nossa cara!

Mudar o passado pode parecer simples, mas não é! Quantas vezes nos perguntamos “e se?” em relações a coisas que dissemos ou fizemos… Não tem como saber, assim como Jake achava que sabia o que aconteceria se ele tivesse êxito.

nwp246FEAT

Mas o mundo é cheio de poréns e de talvez, uma coisa gera outra. É um efeito borboleta. Se vivemos no mundo que temos hoje, é porque os acontecimentos caminharam dessa forma, era pra ser assim. E se tivéssemos feito diferente?

Ou como a Drika questionou no domingo, durante uma conversa com a minha sogra, “e se o Jerri tivesse servido a Aeronáutica, hoje ele seria dindo do Lucca?”. Não tem como saber, a única certeza que temos é o que somos.

Cães e moradores de rua: como separar?

Quem lê o título pode achar que eu quero que os moradores de ruas não tenham seus cães.

ERRADO!

Eu acho mais do que justos que essas pessoas, muitas vezes ignoradas ou esquecidas pela sociedade, tenham o carinho de um cão. Se quem tem casa e cachorro sabe como é, imagina esse sentimento de companheirismo potencializado trocentas vezes…

Por isso que caiu um cisco no meu olho assistindo essa matéria:

http://player.r7.com/video/i/5769384d0d9a03163300218b?layout=wide252p&full=true

Cara, primeiro que a lição do seu Maktub, no final do vídeo, é sensacional. É de um bom senso e amor que poucas pessoas conseguem expressar.

Mas, além disso, fico feliz em ver que o poder público está indo além, finalmente! Porque não adianta criar estruturas a partir da nossa visão de mundo. Nossa realidade, nosso contexto, são diferentes. É preciso, para que o sistema funcione, que ele seja feito pelos olhos do outro, de quem será beneficiado.

Claro que isso não garante nada, afinal, como vimos no vídeo, nem todos os moradores de rua que têm cachorros aceitarão o abrigo. Porque eles prezam outra coisa: a liberdade. Mas, com certeza, haverá os que ficarão felizes e aproveitarão a mudança. Ainda mais que, segundo a reportagem, os cães receberão vacina, vermífugo. Seus donos se preocupam com eles e querem o seu bem.

Bitchs, I’m back!

Depois de quase dois anos, retorno a esse espaço. Nesse tempo, passei pelo domínio próprio, desisti, migrei pro Medium, desisti também.

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Acho que meu lugar é aqui! Por isso, aos poucos vou trazer uns conteúdos perdidos por aí pra cá, pra reunir tudo que der desses dois anos em um lugar só!

Então, lá vamos nós de novo!