Que país é esse?

“Nas favelas, no Senado
Sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a Constituição
Mas todos acreditam no futuro da nação
Que país é esse?”

Essa foi a música da vinda pro trabalho, hoje de manhã. Ouvindo e cantando aleatoriamente com o Renato Russo, fiquei muito puta ao me dar conta de que ele escreveu isso nos anos 1980. Ou seja, fazem 30 anos, ou quase, ou um pouco mais – e o que mudou?

A politicagem continua a mesma, os caciques dessa indiada que chamamos de Congresso continuam os mesmos (ok, alguns morreram, mas deixaram herdeiros que seguem na mesma linha) e nós continuamos os mesmos, desacreditando nesse sistema mas sem movimentação para fazer mudar.

Acho que o Renato Russo (ele é a minha vítima da vez) choraria no cantinho se acompanhasse a política hoje: o mesmo Collor que marreteou Lula e Sarney abraçado aos dois em foto recente. É piada, né?  Ok, as pessoas mudam, crescem, evoluem – ou são seus interesses que mudam?

O futuro da nação chegou, estamos vivendo o Brasil do futuro e não vejo a alegria ufanista prometida pelo “eu te amo meu Brasil, eu te amo” nos anos 1970. Vejo pessoas trabalhando mais para ter mais e, para ter mais, pagando mais impostos que vão parar em qualquer lugar (cuecas, bolsos, maletas, caixas 2) menos onde deveriam: na saúde, na educação e na formação de uma população melhor. Só isso.

E hoje é 7 de Setembro, dia da nossa Indepedência.

Vamos comemorar? :/

Crédito das imagens: http://renatoerachato.tumblr.com

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Da amizade…

Sempre defendemos os amigos. Isso é fato. O problema é quando a defesa ultrapassa a conversa. Explico.

Na semana passada, fui comentar um caso de um conhecido com uma amiga dele. Sabia que ela defenderia ele. Só não esperava que isso ocorresse da forma que ocorreu.

Comecei a contar a história, pois incluía críticas profissionais e eu achava que ele deveria saber e ter o direito de se defender (direito esse que ele abriu mão, mas sem saber que as críticas apareceriam). Explicando melhor: ele dá aula no mesmo lugar que eu e não quis participar do “grupo da turma no Facebook”. Só que os alunos meteram o pau nele no grupo e eu vi. Achei que ele deveria saber.

O detalhe é que, ao começar a falar, ela veio com mil pedras na mão, dizendo que ele não tem obrigação de estar no grupo (e não tem mesmo), que o Facebook é uma página pessoal dele (o meu também é, certo) e que se os alunos têm problemas, que deveriam falar diretamente com ele, no horário de aula, que é o momento que ele é pago para resolver pendências.

Entendo e concordo. Mas ela não me deixou dizer isso. Simplesmente saiu “atacando”, dizendo que se eu dispunha do meu tempo pessoal para estas coisas, o problema era meu. Que ele não faria isso e ela, no lugar dele, também não.

A questão não foram os argumentos – afinal, cada um terá uma opinião sobre este assunto! – mas a forma da conversa.Foi agressiva, me deixou super na defensiva. E não me deixou explicar.

Aí fiquei pensando: até que ponto não ajo assim quando quero defender alguém – ou alguma ideia? O quanto me coloco impositiva quando deveria ouvir e trocar ideias? Qual é o limite da tolerância das pessoas às críticas – a elas mesmas ou às pessoas de quem gostam?

Coisas para pensar!

Pela estrada

Hoje fui a Lomba Grande, aqui do ladinho. Na verdade é um bairro de Novo Hamburgo. No caminho, a vista é linda. E eu, que adoro dirigir por ai, aproveitei o passeio.
Estamos no inverno, mas o frio não está marcando presença. O clima anda tão destemperado que as flores já chegaram. E falta um  mês pra primavera.

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Aqui em casa também temos flores. Meus vasinhos estão florescendo, as orquídeas grudadas nas árvores também. É tudo tão lindo que me encanta o frio, o inverno, mas o colorido das flores me faz acreditar mais no futuro, na beleza da vida, no amor.

Eu, que ando tão desacreditada nessas coisas da vida, sinto algo estranho, bonito, feliz, que não condiz com o que bate aqui dentro.

Vai entender…

Ler, entender, pesquisar, pensar…

“Nenhuma pessoa consegue ser imparcial. Por que a Veja seria? Por que ela não defenderia a linha editorial que acredita? E mais: Carminha e Nina na capa são reflexo da sociedade. Não se fala dela em todos os cantos, nas ruas, nos ônibus, nas redes sociais? Por que a Veja não falaria? Para ser mais culta e “acadêmica”? A Academia também fala de produtos de cultura de massa. E pra quem não leu a matéria, recomendo! Mais do que falar da novela, fala sobre o vingança de uma forma super interessante, com fontes que vão além da Rede Globo.”

“Mas, pra quem não leu, fica a dica: a matéria usa a novela como pano de fundo para trazer a tona os debates que sua veiculação em tv aberta está proporcionando.”

(extraído do meu mural no Facebook)

Dia da verdade

Eu gostaria, com toda minha vontade, que existisse “o dia da verdade”. Muitos vão pensar que fiquei louca, e que essa ideia, se atingisse o plano real, causaria o maior problema do mundo desde as grandes guerras, eis que todos nós iriamos sair por aí dizendo o que bem acreditamos ser a verdade, ferindo algumas pessoas.
Porém, o meu dia da verdade não ia ser feito de apontamentos daquilo que eu vejo de errado, ou não só disso (também não vou ser hipócrita e falar que acho tudo lindo né). Nesse dia, eu diria às pessoas o quão lindas elas são, por dentro e por fora. Queria falar o quanto eu gosto delas, apesar dos pesares. Gostaria de abraça-las, beija-las, ressaltar sua importância pra mim, mesmo que não sejam tão presentes na minha vida. Relembraria de nossos momentos vividos, demonstrando que os guardo comigo.
Desta forma é que vejo o quão ideal seria esse dia, pois, apesar de nos chatearmos com os apontamentos em um primeiro momento, felizes restaríamos ao saber o quão importantes somos pra alguém 😉
E não venham me dizer que eu poderia fazer isso a hora que eu quisesse, pois, conforme é sabido, nós todos não temos o hábito de tomar este tipo de atitude sem uma data especial…