Desabafo da madrugada

“Tenho andado distraído, impaciente e indeciso. Ainda estou confuso, só que agora é diferente. Estou tão tranquilo e tão contente. Quantas chances desperdicei quando o que eu mais queria era provar pra todo mundo que eu não precisava provar nada pra ninguém.”

Este trechinho da Legião Urbana (I’m missing músicos como Renato Russo) quase fala tudo de mim. Tenho pensado muito em mim, no que fazer ou deixar de fazer, em como reagir às acusações que tenho ouvido e que eu sei que são infundadas e ridículas, em como “rankear” o que deve ser feito primeiro e depois e depois, em como resolver pequenas pendengas da vida.

Às vezes tudo parece muito difícil, complicado demais mesmo. Muito pra ler, muito pra escrever, muito pra decidir da vida. Daí, arrumo uma gaveta. Bela forma de fugir destas questões. Ou olho novela (ok, estudo as novelas, então é uma fuga justificada! hahaha!). Ou lavo roupas. Ou tomo um banho demorado. Ou vou no mercado.

Se alguém me ver vagando por um 1,99 comprando canetas coloridas ou fazendo compras em um mercado estranho, fora de rota, pode saber que estou meio surtada. Que preciso de um ouvido, de um ombro, de um abraço amigo pra confortar. De menos acusações e mais carinho.

Não sou perfeita, óbvio. Mas quem é? E nem quero ser. Porque são as minhas imperfeições que fazem de mim o que sou. E no meio disso tudo, acendo um cigarro, penso em tomar uma cerveja (tá tarde e amanhã tem trabalho, então não dá!), e opto pelo café com leite antes de dormir. Cama ou sofá? Sem ou com TV ligada? Não sei. Não sei mesmo.

Se não sei nem direito o que quero, como vou decidir estas coisas simples?

Ok, hora de dormir!

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Pior do que tá fica sim: a minha revolta!

Depois do sucesso eleitoral do Tiririca e seus 1,4 milhão de votos para deputado federal, o que eu tenho a dizer é básico: cada povo tem o governante que merece.

Quando trabalhei na prefeitura de Feliz, aprendi a importância de um deputado federal para os municípios. São eles que aprovam emendas a favor dos municípios, repassando recursos a fundo perdido para investimento em obras. Lá, por exemplo, o Hospital Schlatter foi beneficiado por várias pequenas emendas (R$ 50 a R$ 100 mil), o que garantiu melhorias no prédio e compra de equipamentos. É um investimento que retorna diretamente para o eleitor, ainda mais se falando em saúde, um dos grandes problemas sociais. Hoje, há alguns tipos de atendimento que Feliz não depende mais de vagas nos centros de referência (Porto Alegre e Caxias do Sul), pois pôde ampliar seu atendimento. E isso beneficia não só Feliz, mas também as cidades do entorno. Isso não vem de graça: bons projetos, bem estruturados, ganham recursos sim, e independente do partido que pede. Pelo menos isso: um pouco menos de protecionismo partidário e mais ação pelo bem da população.

Pois bem. Agora São Paulo tem Tiririca e outros do mesmo partido que sua votação espetacular levou de arrasto. E ai? Como fica? O que o palhaço (e aqui não é xingamento, é constatação da profissão do homem!) poderá fazer? Saberá encaminhar os anseios dos municípios paulistas? Como atuará em prol dos seus eleitores?

E nós, gaúchos, temos Danrlei. Da mesma forma, o eterno goleiro do Grêmio atuará como? Se bem que nele ainda consigo vislumbrar um mandato beeeem melhor que em relação ao Tiririca. Mas, vamos ver…

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Independente da origem dos eleitos, espero mandatos dignos e não envolvidos em rolos e falcatruas. Ações que beneficiem as pessoas que precisam do governo para ter saúde e educação de qualidade. Menos ações assistencialistas e mais ações sociais. Dar menos peixe e ensinar mais a pescar.

Agora, 3.2

Well, hoje começa um novo ano pra mim.

Depois do meu aniversário, ontem, começo hoje um novo momento de reflexão sobre minha vida, sobre o que está certo ou errado, o que preciso mudar.

Em breve, some news here! Enquanto isso, bom final de semana a todos!

Amor, ah o amor…

O amar e o pensar

“A presença de um pensamento é como a presença de quem se ama. Achamos que nunca esqueceremos esse pensamento e que nunca seremos indiferentes a nossa amada.

Só que longe dos olhos, longe do coração!

O mais belo pensamento corre o perigo de ser irremediavelmente esquecido quando não é escrito, assim como a amada pode nos abandonar se não nos casamos com ela.”

Schopenhauer, em A Arte de Escrever

As entrevistas de Gabi!

Feliz fiquei eu após dois programas de entrevista. No domingo, Marília Gabriela com Rodrigo Santoro no SBT. Ontem, ela e outros com Wagner Moura na Cultura (TVE).

Nas pautas, os assuntos se repetem. Como viver fora da TV? De onde vem o dinheiro? Teatro X cinema X novela? Reconhecimento internacional? Novos projetos, ambições?

Bem, o que realmente prendeu minha atenção foi – além da bela simpatia dos dois entrevistados – a forma como eles encaram as novelas. Como estou estudando este produto cultural, presto atenção em tudo que falam sobre. E nada melhor do que entrevistas com dois galãs Globais para pescar algo.

Wagner Moura afirma respeitar a novela e destaca que é muito bom trabalhar, mas que há um problema: o projeto é extenso,demora um ano, o que não permite conciliar com outras atividades, como teatro e cinema. Do mesmo modo, Rodrigo Santoro reconhece a importância  das novelas, mesmo estando longe delas há tempos!

Fico feliz por ver que atores renomados do nosso país fazem diferente de muitos outros, que tratam a novela como menor, como lixo cultural. Elas têm seu valor, sim, e é isso que eu defendo desde a faculdade… Cada um deve saber como apropriar-se do seu conteúdo, ter um olhar crítico sobre o enredo. E era isso!

Jornalismo do mau

Lendo para o mestrado, achei essa frase que diz muito do que vivemos!

“Rápido, barato, inexato, partidarista, mescla de informações aleatoriamente obtidas e pouco confiáveis, não-investigativo, opinativo ou assertivo, detentor da credibilidade e da plausibilidade, o jornalismo se tornou protagonista da destruição da opinião pública.”

Marilena Chauí, em Simulacro e Poder: Uma Análise da Mídia