E a vida sem internet?

sem internet

Li e reli este post, várias vezes. E pensei muito sobre o assunto. E deixo aqui algumas dessas reflexões… Pensei sobre a necessidade de saber de tudo. De estar em todas as conversas, ao mesmo tempo. De estar aqui com X e ao mesmo tempo falar com Y e Z sobre assuntos totalmente aleatórios, sem relação alguma com X.

Vai parecer conversa de velha, mas sinto saudade do tempo em que precisava ligar pras pessoas pra combinar um encontro, sentar numa mesa de bar e colocar os assuntos em dia. A possibilidade de comunicação que a internet móvel oferece facilita, e muito, a nossa vida (se eu ficar presa no trânsito, posso avisar quem me espera em outro ponto com alguns toques na tela, inclusive sem custo). Mas não é porque estou online que tenho a obrigação de responder ou de querer falar. Não é porque tenho determinado aplicativo no telefone que sou obrigada a responder, a qualquer hora ou em qualquer lugar ou situação.

Já pensei, é claro, em desativar a internet do telefone, em sair do Facebook, em – sei lá – sumir daqui. São pensamentos radicais, eu sei, especialmente porque eu entendo a importância do potencial das redes sociais em aproximar pessoas, em difundir ideias e pensamentos. É o meu trabalho, meu dia a dia. Também é aqui que vejo os filhos de um grande amigo crescer, que mato a saudade da amiga que mora longe, que tenho notícia dos parentes, que busco informações em grupos relacionados ao meu trabalho.

Mas é aqui que vejo muita bobagem, que perco tempo abrindo links que não vão acrescentar nada. O problema é deixar esse mundo online tomar conta da vida. De tudo.

E é disso que eu quero fugir! (se eu não aparecer por aqui, fique feliz: estou ali fora vendo o cachorro latir pros passarinhos, tomando chimarrão e namorando o marido, rindo com os colegas no pátio da firma ou brindando “cazamigas” em algum bar por ai. ou seja, estou vivendo.)

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A inspiração pra esse texto veio do Vida Organizada, da querida Thais Godinho.

Este texto eu publiquei originalmente aqui no Facebook.

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Porque o ano começa hoje…

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Depois de duas semanas de férias e descanso, é hora de efetivamente começar o ano.
E por aqui isso significa bastante coisa: não são promessas, mas propostas pra ter uma vida melhor. Menos corrida, menos cansada, com o tempo melhor aproveitado, curtindo mais as pessoas e as situações.

Não quero dar muitos detalhes do que penso e espero, mas posso deixar registrado que, enquanto em 2013 a palavra-chave foi “fazer”, em 2014 mudei para “realizar”.

E para que comecem as realizações, preciso de foco, metas e prazos. Simples assim! Tudo na agenda, muita coisa programada, o que vai facilitar os caminhos que eu escolher e, também, me ajudar a chegar ao fim do ano mais feliz.

Feliz 2014!

A arte de dividir

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Quando a gente ama e está com alguém, precisa aprender a dominar a arte de dividir. E não é somente dividir a coberta, o lanche e os pares de meia. É dividir o tempo, a atenção, o amor.

Cada vez mais as pessoas – incluindo eu! – encontram mais atividades. É um trabalho extra, um hobbie, as amizades que pedem sua atenção. E tem a casa, os cachorros, a família. Tudo exige tempo de nós, dos dois! E saber dosar isso acaba se tornando uma arte.

Sei que muitas vezes pareço distante, perdida em pensamentos, mas são nesses momentos que tento organizar tudo isso. Às vezes é fácil de entender, outras não. Mas esse “dividir” inclui a puxada de freio. Porque ele me conhece, ele sabe que se deixar eu abraço o mundo – o meu, o do trabalho e o de todo mundo – com as pernas.

Obrigado por me fazer parar, de vez em quando. Mas não sempre, certo?