Sobre a escrita [uma resenha]

Todo mundo conhece Stephen King, mesmo sem saber. Afinal, ele é o pai dos livros que inspiraram os clássicos filmes de suspense e terror O Iluminado,Cemitério maldito, It (nossa, como eu tenho medo desse palhaço!), Carrie, a Estranha e Under the dome. Segundo a lista da Forbes que o @blog-do-beco publicou, ele é um dos 10 escritores mais bem pagos do mundo, empatado com a mãe do Harry Potter.

Uma das maravilhosas histórias que Mr. King conta está em Sobre a Escrita — A Arte em Memórias, que li na semana passada.

#leião, ok!

Dividido em três partes (que na verdade equivalem a duas), King conta a origem de sua escrita, o que em seu passado influenciou em sua formação de escritor e como se tornou o best-seller que é hoje. Da infância nômade com a mãe e o irmão ao casamento com a colega de faculdade (que se tornou sua maior incentivadora e Leitora Ideal), passando também pelo rascunho de Carrie, A Estranha resgatado por ela do lixo (livro que alçou Stephen ao sucesso!) e o vício em drogas e álcool, tudo é relatado para mostrar que pode não ser fácil, pode parecer impossível, mas que dedicação, empenho e foco ajudam a chegar lá!

Cada um com a sua bagunça, certo?

Na segunda parte, King faz um manual de escrita. Ele conta, em detalhes, o que vai em sua caixa de ferramentas de escrita. Os elementos de estilo, parágrafos, ritmo, personagens, criatividade… Tudo é detalhado para ajudar quem quer desenvolver a escrita. Claro que ele não entrega o ouro, até porque talento é algo que uns têm e outros não — apesar de ele defender que um escritor comum pode se tornar um bom escritor.

A base de tudo, para King, é ler muito e escrever muito!

  • Ele sugere que se leia porque gosta e não apenas porque é trabalho, tanto coisas boas quanto ruins, o que ajuda a refinar a escrita e o estilo.
  • Ele sugere escrever para praticar em um local adequado, tendo um cronograma que permita o cumprimento de metas diárias. Afinal, é uma profissão!

Lá no final, ele ainda apresenta duas versões do 1408, produzidas na forma que ele recomenda: a primeira, escrita à porta fechada (sem parar, direto, sem pitacos de terceiros) e a segunda, de porta aberta (depois de terminada a obra, ele indica deixa-la descansar por umas seis semanas, numa gaveta, e só ser revisada depois desse período, de cabeça fresca), rabiscada e editada. É essa segunda versão que ele distribui pra sete ou oito Leitores Ideais, que indicarão o certo e o errado no texto.

Neste ponto, ele lembra:

1ª versão(-) 10% = 2ª versão

A terceira parte, que acaba sendo parte da primeira, ele conta sobre o atropelamento que quase o matou, a recuperação e o processo de escrita deste livro.

Pra fechar, publico aqui o último parágrafo, que sintetiza tudo:

PARA FICAR FELIZ, OK?


Esse texto foi publicado originalmente no Medium, mas gosto tanto dele que resolvi trazê-lo pra cá!

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(Ainda) sobre o fim da mão única emissor-receptor

Antes, um aviso: eu escrevi este post em 2013 (ui, já faz três anos!). Hoje, parei pra reler e vi que não mudou muita coisa. E como estou aos poucos trazendo outros textos que escrevi pra cá (lembra que fiquei um tempo fora desse blog?), achei que este merecia uma atenção.


“Para se comunicar é preciso ter mais diálogo. Estamos voltando ao diálogo depois de 50 anos de monólogo.” 

Walter Longo, do Grupo Newcomm

Quem vive o dia a dia da internet já entendeu que a comunicação como conhecemos (ou estudamos nos anos 1990 e 2000) não existe mais. O conceito simplificado em que o emissor manda uma mensagem para o receptor, que pode ou não emitir uma resposta, não existe mais. Hoje, todos são emissores e receptores ao mesmo tempo, inclusive os veículos de comunicação. E adaptar-se a essa realidade, entender que as pessoas também são formadores de opinião, parece muito complicado para algumas empresas. Digo isso depois de ver a seguinte imagem hoje pela manhã na minha timeline:

block

Onde está a relação, a conversa? Se o veículo em questão não gosta/concorda/sente-se ofendido com as críticas e comentários do seguidor, falou com ele sobre? Ofereceu algum atendimento  especial? Tentou converter esse crítico em fã? (considero que o problema sejam críticas e brincadeiras feitas pelo seguidor, visto que se fossem elogios não haveria block)

Vejo  – não só neste caso, mas em muitos por aí – que as empresas não estão prontas para ouvir, assimilar, refletir sobre o que de bom e de ruim é dito sobre sua empresa. É mais fácil apagar uma crítica do que respondê-la. É mais fácil impedir quem te critica de falar contigo do que tentar inverter um quadro negativo. E muitos fazem isso. Sad but true.

Já ouvi de uma grande empresa que “ainda não é a hora de entrar nas redes sociais”. Ok, e será quando? Quando as pessoas “queimarem” a sua marca com críticas e comentários negativos por algum problema com seu produto? Quando sua empresa deixar de aproximar-se ainda mais daquele super cliente, que advoga a favor da sua marca? Quando a concorrência fizer a parte dela e

Estar nesse meio não é somente compartilhar imagens legais e dar prêmios.  Na verdade, é muito mais do que isso. É saber ouvir (especialmente críticas), é mediar debates, é conversar muito, é aprender com o cliente, é informar (sobre produtos, sobre o mercado, sobre o mundo, de repente!) e formar (bons cidadãos, novos clientes e fãs). Mais do que likes e shares, mais do que números, as redes sociais são exatamente isso: uma relação em rede, conexões, sociedade.

Segue reto toda vida…

viajar
Uma linda e inspiradora verdade!

Tenho pensado muito sobre viagens. Mas não as viagens de trabalho, que faço sempre – e com prazer. Penso em sair, pegar um ar diferente, sem compromisso, sem hora pra acordar ou dormir.

Também não penso em grandes viagens. Nada de Europa, Estados Unidos, Austrália. Penso em ir ali, quem sabe Curitiba, ou Foz do Iguaçu, ou ainda Rio ou São Paulo?

Há lugares lindos, pra uns já manjados, lugar comum. Mas não pra mim.

viajante
Ver com os olhos do coração, quem sabe?

Quero lugares que eu possa explorar, conhecer, abrir a mente para outros estilos de vida, conhecer detalhes que fazem cada um deles um lugar especial, viver um tempo diferente do meu.

Lugares que me permitam correr menos, fazer menos coisas ao mesmo tempo, curtir mais, observar mais. Sentar em um café e olhar o movimento, observar as pessoas. Caminhar em um centro histórico sem hora pra voltar. Ficar perto da natureza, respirar um ar diferente.

Pra 2014, uma das metas é: viajar mais. Vejamos no que dá!

Think about XXXI

Think about XXX

Think about XXIX

Think about XXVIII