Segue reto toda vida…

viajar
Uma linda e inspiradora verdade!

Tenho pensado muito sobre viagens. Mas não as viagens de trabalho, que faço sempre – e com prazer. Penso em sair, pegar um ar diferente, sem compromisso, sem hora pra acordar ou dormir.

Também não penso em grandes viagens. Nada de Europa, Estados Unidos, Austrália. Penso em ir ali, quem sabe Curitiba, ou Foz do Iguaçu, ou ainda Rio ou São Paulo?

Há lugares lindos, pra uns já manjados, lugar comum. Mas não pra mim.

viajante
Ver com os olhos do coração, quem sabe?

Quero lugares que eu possa explorar, conhecer, abrir a mente para outros estilos de vida, conhecer detalhes que fazem cada um deles um lugar especial, viver um tempo diferente do meu.

Lugares que me permitam correr menos, fazer menos coisas ao mesmo tempo, curtir mais, observar mais. Sentar em um café e olhar o movimento, observar as pessoas. Caminhar em um centro histórico sem hora pra voltar. Ficar perto da natureza, respirar um ar diferente.

Pra 2014, uma das metas é: viajar mais. Vejamos no que dá!

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E a vida sem internet?

sem internet

Li e reli este post, várias vezes. E pensei muito sobre o assunto. E deixo aqui algumas dessas reflexões… Pensei sobre a necessidade de saber de tudo. De estar em todas as conversas, ao mesmo tempo. De estar aqui com X e ao mesmo tempo falar com Y e Z sobre assuntos totalmente aleatórios, sem relação alguma com X.

Vai parecer conversa de velha, mas sinto saudade do tempo em que precisava ligar pras pessoas pra combinar um encontro, sentar numa mesa de bar e colocar os assuntos em dia. A possibilidade de comunicação que a internet móvel oferece facilita, e muito, a nossa vida (se eu ficar presa no trânsito, posso avisar quem me espera em outro ponto com alguns toques na tela, inclusive sem custo). Mas não é porque estou online que tenho a obrigação de responder ou de querer falar. Não é porque tenho determinado aplicativo no telefone que sou obrigada a responder, a qualquer hora ou em qualquer lugar ou situação.

Já pensei, é claro, em desativar a internet do telefone, em sair do Facebook, em – sei lá – sumir daqui. São pensamentos radicais, eu sei, especialmente porque eu entendo a importância do potencial das redes sociais em aproximar pessoas, em difundir ideias e pensamentos. É o meu trabalho, meu dia a dia. Também é aqui que vejo os filhos de um grande amigo crescer, que mato a saudade da amiga que mora longe, que tenho notícia dos parentes, que busco informações em grupos relacionados ao meu trabalho.

Mas é aqui que vejo muita bobagem, que perco tempo abrindo links que não vão acrescentar nada. O problema é deixar esse mundo online tomar conta da vida. De tudo.

E é disso que eu quero fugir! (se eu não aparecer por aqui, fique feliz: estou ali fora vendo o cachorro latir pros passarinhos, tomando chimarrão e namorando o marido, rindo com os colegas no pátio da firma ou brindando “cazamigas” em algum bar por ai. ou seja, estou vivendo.)

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A inspiração pra esse texto veio do Vida Organizada, da querida Thais Godinho.

Este texto eu publiquei originalmente aqui no Facebook.

Mercado Público, lugar de todos…

Ontem tiramos o dia para passear na capital de todos os gaúchos: Porto Alegre. Foi um passeio rápido, meu e do marido.

Primeiro, fomos ao aeroporto levar nossa amiga (e minha colega de mestrado) Carol Kirsch. A fina – hehehe! –  é DJ (rock e eletrorock, como ela me explicou na cervejada da noite anterior!) e foi a São Paulo tocar. Casa 92 (ou era 93) é o nome do lugar onde ela vai “botar som” #giriasidosasfeeling!

Depois, fomos pro Centro.

O Laçador mora na entrada da cidade, pertinho do aeroporto. É o símbolo do gauchismo. Quer saber mais? Procure Paixão Côrtes no Google – é o gaúcho que serviu de modelo para a obra, no século passado!

Parada direta: Mercado Público!

Construído lá nos idos de 1860, é referência do centro histórico. Engraçado ler, no Memorial do Mercado, a reprodução de matérias dos anos 1970 em que se considerava a ideia de demolir o prédio para dar espaço aos novos empreendimentos. Nos textos destacados, enquanto as “pessoas comuns” eram contra, muitos “intelectuais” eram favoráveis, dizendo que o tempo do Mercado já tinha acabado.

Bem, eu não imagino o centro de Porto Alegre sem o Mercado. Pra mim, é referência mesmo!  A peculiaridade dos cheiros misturados – do peixe e das carnes a ração, passando café espresso moído na hora e os itens de umbanda – é a cara da nossa cultura. Mistura de cheiros, de gentes, de estilos, de etnias. Tá tudo ali!

Voltando ao passeio, parada obrigatória na banca 33, pra comprar a tal “erva do Clóvis”. Clóvis é meu tio, que inventou um mix de ervas pra chimarrão que ganhou seu nome. Já fiz missões engraçadas pra ter a erva sem ir a POA. Quando morava na Feliz, encomendava com o motorista da prefeitura; mais recente, direto de Ivoti, pedi pra uma amiga comprar e me entregar no chá de fralda que fomos em um domingo na capital. E, já em Novo Hamburgo, encomendei um pouquinho com a Carol, que foi almoçar um sábado no Mercado. Por isso, compramos um monte mesmo – garantia de bom chimarrão por vários dias!

Depois da erva, Café do Mercado. Segundo meu amor, o melhor café expresso do mundo! #bairrismogauchofeelings

Aproveitamos pra comprar pó moído na hora e também pra tomar um cafezinho por lá!

Daí, por último, fui no quiosque da Japesca (peixaria) comer temaki. Deste momento não tem foto, porque marido não clicou minha alegria. Ele estava irritado com a demora. Também, quase meia hora esperando por um temaki. Mas valeu a pena!

Pra finalizar a excursão – hahaha! – uma foto do Chalé da Praça XV, mais um dos lindos prédios do centro que foram revitalizados e ganharam vida novamente.

Domingo em Nova Petrópolis

Domingo de muito sol e muuuuito calor. Pra amenizar, um passeio em uma das cidades da região serrana: Nova Petrópolis, conhecida como o Jardim da Serra Gaúcha. Realmente, valeu a pena: além de um ventinho mais fresco à sombra, visitei lugares onde não ia desde criança. Só lembrava: “Tanta gente vem de longe pra conhecer e a gente mora do lado e não aproveita”. Pois vem gente de tudo que é lugar mesmo, considerando-se os sotaques que ouvi!

Bem, a primeira parada foi a Praça das Flores, onde fica o labirinto! Lugar agradável, legal pra um passeio light!

Em seguida, fomos ao Parque Aldeia do Imigrante. Como somos sortudos (hahaha!), era aniversário de 26 anos do parque e não estavam cobrando ingresso. Lá, há uma aldeia com construções antigas, da época da imigração alemã, que foram retiradas das localidades e concentradas no parque. Uma vila alemã que serve de museu a céu aberto! Também tem venda de artesanato, local para alimentação, pedalinho em um lindo lago…

E teve ainda o Moinho Rasche. Inaugurado em 1953, há alguns anos foi tombado como patrimônio histórico municipal. Teve a fachada toda restaurada, mas o interior segue original. Super interessante ver como funcionava a produção de farinha, ainda mais considerando-se que é uma “tecnologia” bem complexa. A farinha subia e descia nos quatro andares do moinho, do grão até o saco!

Para conhecer mais da cidade, vale clicar aqui!