Entre trilhos…

trem

Estar sozinho é diferente de estar solitário. Estar sozinho permite que a gente olhe para dentro, para os lados, para fora. É o momento em que enxergamos o outro, os outros ao redor. E, com essa visão aberta, ampliada, conseguimos conhecer melhor a nós mesmos.

Em pensamento, analisamos o bonito e o feio, o bom e o mau, o que nos agrada ou não. E, vendo o outro, conseguimos analisar a nossa postura, a forma como vemos o mundo.

Da mesma forma, estar sozinho com um livro na mão não é estar solitário. Aquelas palavras do outro têm sempre um significado; representam, retratam algo de nós mesmos.

Ter este tempo só, mas não solitário, é essencial para a nossa essência. Faz bem buscar, dentro de si e a partir dos outros – mas sem saber o que os outros pensam – um pouco dessa forma de ser que aos poucos deixamos para trás.

 

(escrito em bloquinho, dentro do trem, em 2 de junho de 2012)

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