Sobre redes, grana, Facebook e outras ideias

Vim aqui dar meus pitacos sobre alguns textos que andei lendo na semana, dessa vez direcionados ao que faço nas horas vagas: produzir conteúdo pra internet.

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Facebook é mídia (o Instagram também)

Tá, mas qual a novidade nisso? Todo mundo (mesmo?) já está cansado de saber que, sem dinheiro, uma página no Facebook não vai pra frente. Mas eu acho válido insistir nisso.  Há alguns dias, algoritmo do Facebook mudou de novo, privilegiando a entrega de posts de pessoas. Instagram também mudou, entrega por relevância e não mais em ordem cronológica.

Acabou, faz tempo, a vida fácil de atingir uma galera com um post meia boca. Tem que focar, tem que planejar, tem que ter objetivo e, principalmente, tem que ser humano, parecer gente. Marca? Não! Tem que ir além da PJ e se mostrar um pouco, pelo menos, PF.

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É preciso saber investir

Sim, isso também é regra batida. Mas, em tempos de posts feitos a la loca atrás de um possível engajamento que faça a mensagem chegar a mais gente, tem que saber: não é porque entrou grana num post que ele vai engajar. Se ele for ruim, as pessoas não vão curtir, não vão compartilhar, não vão te ajudar a propagar a tua mensagem. Tem que saber com quem tu está falando (ou quer falar), o que essa pessoa gosta, conversa, se interessa.

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Tem que ter casa e base próprias

Fico aqui pensando naquelas empresas que tiraram o site do ar e migraram tudo pro Facebook… Que vida triste elas devem ter hoje! Afinal, os dados dos clientes não são dela. Elas não são o destino do clique – o Facebook é.

Cara, ofereça o teu melhor para o teu consumidor. Dê a ele mais do que ele espera. Ele espera ação, bom atendimento, informação, conteúdo de qualidade, coisas que ajudem efetivamente o seu dia a dia. Posts de gatinho podem ajudar a melhorar os números de um relatório, mas é disso que a tua empresa precisa? Números bonitos no feice? E dinheiro, ninguém quer?

Um site também permite conhecer hábitos do público. Permite centralizar tuas ideias em um espaço que é teu, sobre o qual tu tem domínio. Tem que estar bem ranqueado nas buscas. Se o conteúdo é bom, atende aos anseios de quem te procura, o consumidor clica no teu link e gosta o que tu oferece, ele pode, sim, te deixar um e-mail pra receber mais “coisas boas” depois.

Mas lembre que saber usar uma lista de e-mails também é importante: assim como não há mais espaço pra post sem sentido no Facebook, não há lugar para e-mail marketing sem sentido, sem objetivo e sem conteúdo que agregue e agrade.

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Não é preciso estar em todos os lugares

Uau! Galera está no snap, também quero. Pra que? O que estar em uma nova rede vai te agregar? Como será a produção desse conteúdo? Snapchat é diferente, é real time, é bastidores, é gente como a gente, é ser humano. Tua empresa está preparada pra isso, vai saber atender estas particularidades, ou vai apenas fazer mais do mesmo e não ser relevante? Pense!

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Um negócio NÃO PODE ter apenas um meio de comunicação com seu cliente

Ontem bloquearam o Whatsapp de novo. Não quero discutir, aqui, se isso é certo ou errado. Porque o maior erro está naqueles que aparecem nas reportagens sobre os impactos do bloqueio dizendo nossa, perdi dinheiro e oportunidades, porque uso o whats pra trabalho e é com ele que falo com meus clientes!

Gente, 2016, mil maneiras de se manter em contato com pessoas e tu coloca tudo na mão de uma plataforma? Desculpa, tem mais é que se ferrar! Ele facilita, com certeza, ajuda a otimizar o tempo, falar diretamente com o cliente, mas ele não é a única possibilidade. Tem que distribuir os ovos em diferentes cestas, ter alternativas e mantê-las ativas.  E, quando a coisa apertar, se mexer ao invés de ficar reclamando que está mal. Se isso não for muito difícil, claro!

(Ainda) sobre o fim da mão única emissor-receptor

Antes, um aviso: eu escrevi este post em 2013 (ui, já faz três anos!). Hoje, parei pra reler e vi que não mudou muita coisa. E como estou aos poucos trazendo outros textos que escrevi pra cá (lembra que fiquei um tempo fora desse blog?), achei que este merecia uma atenção.


“Para se comunicar é preciso ter mais diálogo. Estamos voltando ao diálogo depois de 50 anos de monólogo.” 

Walter Longo, do Grupo Newcomm

Quem vive o dia a dia da internet já entendeu que a comunicação como conhecemos (ou estudamos nos anos 1990 e 2000) não existe mais. O conceito simplificado em que o emissor manda uma mensagem para o receptor, que pode ou não emitir uma resposta, não existe mais. Hoje, todos são emissores e receptores ao mesmo tempo, inclusive os veículos de comunicação. E adaptar-se a essa realidade, entender que as pessoas também são formadores de opinião, parece muito complicado para algumas empresas. Digo isso depois de ver a seguinte imagem hoje pela manhã na minha timeline:

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Onde está a relação, a conversa? Se o veículo em questão não gosta/concorda/sente-se ofendido com as críticas e comentários do seguidor, falou com ele sobre? Ofereceu algum atendimento  especial? Tentou converter esse crítico em fã? (considero que o problema sejam críticas e brincadeiras feitas pelo seguidor, visto que se fossem elogios não haveria block)

Vejo  – não só neste caso, mas em muitos por aí – que as empresas não estão prontas para ouvir, assimilar, refletir sobre o que de bom e de ruim é dito sobre sua empresa. É mais fácil apagar uma crítica do que respondê-la. É mais fácil impedir quem te critica de falar contigo do que tentar inverter um quadro negativo. E muitos fazem isso. Sad but true.

Já ouvi de uma grande empresa que “ainda não é a hora de entrar nas redes sociais”. Ok, e será quando? Quando as pessoas “queimarem” a sua marca com críticas e comentários negativos por algum problema com seu produto? Quando sua empresa deixar de aproximar-se ainda mais daquele super cliente, que advoga a favor da sua marca? Quando a concorrência fizer a parte dela e

Estar nesse meio não é somente compartilhar imagens legais e dar prêmios.  Na verdade, é muito mais do que isso. É saber ouvir (especialmente críticas), é mediar debates, é conversar muito, é aprender com o cliente, é informar (sobre produtos, sobre o mercado, sobre o mundo, de repente!) e formar (bons cidadãos, novos clientes e fãs). Mais do que likes e shares, mais do que números, as redes sociais são exatamente isso: uma relação em rede, conexões, sociedade.