Meu 2017

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Temos um novo ano. Sim, eu sei, isso já ocorreu há 23 dias. Mas esse delay não me impede de pensar sobre ele. O ano pode ainda ser novo, mas as necessidades não. Continuo precisando das mesmas coisas. Tempo, paciência, foco, determinação e concentração.

Tempo pra fazer tudo que eu preciso. Ele está aqui, esse tempo danado, mas eu tenho encontrado dificuldades em lidar com ele.

Paciência pra finalizar uma coisa antes de começar outra. Sabe aquela monte de livros pra ler? De séries pra assistir? Pois é, a vontade é fazer tudo ao mesmo tempo (olha ele aí de novo!), mas não dá. Tem que priorizar, tem que organizar.

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Foco no que é prioridade. Foco na tarefa não concluída. Foco no próximo passo. Simples (???) assim!

Determinação pra por em prática os mil planos que eu tenho pro ano, pra vida. São tantos projetos que eu me perco em etapas, em ideias, e definir o que é prioridade e o que precisa ser feito agora faz parte do processo. Definidas as coisas, vem a necessidade de determinação em fazer acontecer.

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Concentração. Esse talvez seja o maior desafio. Porque não adianta colocar “todo o resto” em ordem e não conseguir me concentrar pra tirar as ideias, os textos, os projetos do papel.

E lá vamos nós!

Golden circle e o propósito daquilo que fazemos

Na palestra/conversa que o Rafael Martins, que é o cara por trás dos Eventos Share, teve na minha turma de Empreendedorismo Digital no pós em Marketing Digital no IERGS, ele falou sobre como Simon Sinek e seu golden circle fizeram a diferença na hora de pensar o “negócio”.

Fui atrás e vi inicialmente esse vídeo, que sintetiza a ideia e reforça a importância do propósito na hora de pensar em fazer algo.

“As pessoas não compram o que você faz, mas o porquê você faz.”

Estruturalmente, a Apple é igual a qualquer empresa que produz computadores. Mas ela se posiciona de forma diferente. Não se vende como uma empresa que faz equipamentos bons e bonitos.

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WHY – Queremos desafiar o status quo, queremos fazer diferente. É o PROPÓSITO!
HOW – fazemos isso entregando produtos muito bem projetados, fáceis de usar e com interface amigável. É o PROCESSO!
WHAT – dessa forma, fazemos excelentes computadores. Quer um? É o RESULTADO!

Como diz Sinek, o “ouro” está em fazer negócios com todos que acreditam na mesma coisa que você. Fazer negócios com quem pode comprar o que você faz te posiciona como mais um que entrega determinado produto ao mercado.

Pensei bastante nessa ideia e comecei a tentar enxergar, na minha vida, o propósito das decisões. Por que eu faço doutorado? Por que a vida acadêmica é importante pra mim? Por que eu quero dar aulas? São várias respostas, entrelaçadas, que passam longe do simplismo de afirmações que já ouvi como “quer dar aula porque quer trabalhar pouco” ou “porque é fácil ganhar dinheiro assim” ou, ainda, faz doutorado e acredita na vida acadêmica porque “não quer ‘sair da escola e crescer” e “quer ficar apenas estudando”.

Não é isso e, ao mesmo tempo, é bem mais do que isso. É acreditar no valor do conhecimento, em como ele pode mudar a minha vida (com o doutorado) e a de outras pessoas (na sala de aula). É acreditar que as trocas, os debates, as leituras, fazem de todos nós pessoas melhores, mais esclarecidas em relação ao mundo, até menos “governadas” por forças externas.

É, acima de tudo, acreditar que pensar (e refletir criticamente sobre o que acontece), conhecer (outras realidades que não sejam a nossa) e entender (como o mundo funciona) são verbos que nos tornam melhores cidadãos, mais responsáveis e conscientes dos nossos atos e escolhas.

E você? Onde está o “ouro” da sua vida? Por que você faz o que você faz?

Bitchs, I’m back!

Depois de quase dois anos, retorno a esse espaço. Nesse tempo, passei pelo domínio próprio, desisti, migrei pro Medium, desisti também.

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Acho que meu lugar é aqui! Por isso, aos poucos vou trazer uns conteúdos perdidos por aí pra cá, pra reunir tudo que der desses dois anos em um lugar só!

Então, lá vamos nós de novo!

Três dias, uma mesma mensagem: organize essa bagunça!

Em três dias, a mesma mensagem. Que, resumindo, é essa:

“Coloque no papel o que você quer. Assim, vai organizar a bagunça da mente e conseguirá ir adiante.”

 

Crédito: www.facebook.com/poenopapel
Crédito: http://www.facebook.com/poenopapel

Primeiro, no curso Facebook – 30 minutos por dia da Camila Porto. Na primeira aula, antes das dicas operacionais sobre o trabalho na rede social, ela falou sobre organização. Na verdade, falou mais sobre objetivos de vida (por que saio da cama pela manhã?), metas (segmentação dos objetivos, ou seja, o que preciso fazer pra chegar lá) e tarefas (o que preciso fazer pra que cada meta seja cumprida).

 

No dia seguinte, a Thais curtiu o Põe No Papel, projeto que se define como um “movimento que busca tornar visual e claro idéias, projetos, conversas, reuniões, anotações, esquemas! Tire do mental e traga para o real”, a partir do uso de ferramentas como desenho, Visual Thinking, Design Thinking, Design de Informações e, é claro, a criatividade.

Nesse vídeo aqui dá pra entender melhor a ideia.

 

E no terceiro dia, outra Thais, a do blog Vida Organizada, postou essa planilha, que fecha o ciclo. Na verdade, ela fecha o ciclo porque comprei esses dias, no Ali, um planner. Já tive um, que salvava a minha vida, centralizava tudo… Mas ele foi roubado junto com meu carro e minha bolsa, alguns anos atrás.

Tipo esse:

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Agora, nessa tentativa de centralizar as coisas, de organizar mesmo, optei pelo planner de novo. Afinal, ele:

  • é totalmente personalizável;
  • não tem validade, como uma agenda tradicional;
  • serve como agenda, caderno, diário, bloco de notas e o que mais eu quiser.

 

Quando ele chegar e a coisa tomar forma, conto por aqui. Enquanto isso, ajeito a vida em caderno e bloquinhos, no Evernote (esse merece um post a parte) e na agenda do telefone.

E o tempo, que passa cada vez mais rápido?

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Estou cada dia mais assustada com o quanto que o tempo voa. Sim, ele voa, corre, vai a pau no asfalto da vida. Sim, eu sei que não é ele que voa e sim nós que queremos fazer cada vez mais coisas no mesmo tempo, mas o assombro é o mesmo – porque isso já foi possível, um dia!

Parece que foi ontem que eu parei e rabisquei algumas metas pro ano, alguns objetivos simples de cumprir. Foi logo após a virada do ano, quando voltei da praia, antes de retomar o trabalho pós-recesso. E ai, o que aconteceu?

Hoje me dei conta de que, de lá pra cá, já passaram três meses. Sim, estamos em abril e essas coisinhas simples não andaram como deveriam. Fiz coisas importantes? Sim! Realizei alguns desejos que demandam mais tempo, mais dinheiro? Sim!

Mas e o resto? E as coisas grandes?

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Ficaram paradas, em tópicos de uma lista (drama mode on) infinita (drama mode off) de afazeres. Vamos a um exemplo beeeem simples: queria tornar esse espaço mais útil, deixar redes sociais de lado e usar meu blog, meu canto, para pensar, falar, refletir e até xingar e elogiar.

É claro que o fato de eu me dar conta disso e estar aqui, hoje, escrevendo, não fará milagres. Preciso, sim, organizar o tempo, fazer com que tudo se torne possível. E que, no meio disso tudo, eu possa viver, amar e, muito, ser feliz!

Segue reto toda vida…

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Uma linda e inspiradora verdade!

Tenho pensado muito sobre viagens. Mas não as viagens de trabalho, que faço sempre – e com prazer. Penso em sair, pegar um ar diferente, sem compromisso, sem hora pra acordar ou dormir.

Também não penso em grandes viagens. Nada de Europa, Estados Unidos, Austrália. Penso em ir ali, quem sabe Curitiba, ou Foz do Iguaçu, ou ainda Rio ou São Paulo?

Há lugares lindos, pra uns já manjados, lugar comum. Mas não pra mim.

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Ver com os olhos do coração, quem sabe?

Quero lugares que eu possa explorar, conhecer, abrir a mente para outros estilos de vida, conhecer detalhes que fazem cada um deles um lugar especial, viver um tempo diferente do meu.

Lugares que me permitam correr menos, fazer menos coisas ao mesmo tempo, curtir mais, observar mais. Sentar em um café e olhar o movimento, observar as pessoas. Caminhar em um centro histórico sem hora pra voltar. Ficar perto da natureza, respirar um ar diferente.

Pra 2014, uma das metas é: viajar mais. Vejamos no que dá!

O que eu preciso…

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… menos respostas na ponta da língua e mais paciência

… menos medo de errar e mais vontade de ir em frente

… menos resmungos e mais silencio

… menos palavras e mais reflexão

… menos ideias e mais ação

… menos debates e mais conclusões

… menos mesa e mais cama

… menos cerveja e mais chimarrão

… menos cansaço e mais disposição

… menos solidão e mais companhia

… menos discussões e mais amor