[Resenha] Meia-noite e vinte

Eu fui literalmente sequestrada pelo Daniel Galera numa noite de domingo.

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Foi mais ou menos assim mesmo…

Despretensiosamente, peguei o Meia-Noite e Vinte pra começar a ler. E não parei até terminar. Gente, que história maravilhosa!!!

A primeira coisa que me chamou a atenção foi a contemporaneidade. Ao mesmo tempo que a história é, sim, uma ficção, ela se passa numa Porto Alegre que existiu. Que viveu o verão mais quente (e 2014 teve, sim, um verão infernal, eu lembro) acompanhada de uma greve dos ônibus, tudo logo depois das manifestações de junho de 2013. E tudo isso aparece na narrativa.

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As personagens caminham por ruas que eu conheço. Fazem menção a lugares e eventos, tanto do presente quanto do passado, que eu posso não ter vivido diretamente – por não morar em Porto Alegre – mas que eu sei que existiram, que bombaram, que fizeram alguma diferença na vida de uma juventude que viveu os anos 1990 e 2000 por lá.

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Mas, o que fez eu me apaixonar ainda mais pelo livro foi a narrativa! Daniel Galera nos faz refletir, ao seu modo, sobre as controvérsias da vida. Os caminhos que escolhemos. A história tem uma doutoranda ferrada, um idealista que se “vendeu” ao sistema, o cara que vive de frilas, e o amigo que morre. Sei lá em quantos momento me vi nas personagens, seja em momentos felizes – como, de certa forma, foi o reencontro – ou nos tristes – quando cada um enfrenta seus demônios, toma decisões, faz descobertas sobre sentimentos escondidos.

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E o livro me trouxe várias lembranças legais, também. As personagens são amigos de juventude e, juntos, escreveram um e-zine no início dos anos 2000. Algo que o próprio Daniel Galera fez, também, na mesma Porto Alegre que ele apresenta no texto. Achei incrível a forma como ele conseguiu fazer uma ficção que é, ao mesmo tempo, tão real.

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Os trechos que eu escolhi pra ilustrar esse texto mostram um pouco dessa “realidade” que aparece na narrativa. Fugi de spoilers, apenas quis apresentar um pouco do que me encantou.

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[resenha] Achados e Perdidos – Stephen King

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E foi numa sentada (na beira da praia) que eu terminei Achados e Perdidos, o segundo livro da trilogia Bill Hodges. Novamente, Stephen King me surpreendeu. Não por ter sangue, machadinhas, mortes e um suspense duca*, mas pela trama policial

Achados e Perdidos (Finders Keepers, no original) conta a história de Morris Bellamy e de Peter Saubers. Os dois têm décadas de  diferença de idade, mas muito em comum: a paixão pela literatura – e por Jimmy Gold, personagem criado por John Rothstein -; a casa onde moram e os sonhos.

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A história salta entre 1978 e os anos 2010, de forma que King nos permite acompanhar dois tempos narrativos – a vida de um jovem Bellamy e, em paralelo, a vida do jovem Saubers e do  velho Bellamy. É interessante acompanhar o desenrolar de fatos e personagens de Mr. Mercedes, o que me permitiu ter um novo olhar sobre o grande crime do primeiro livro, entendendo mais seus efeitos sobre a cidade e as pessoas.

Quando a trama engrena, o detetive – agora efetivamente aposentado – Bill Hodges dá as caras, chefiando a empresa de investigações Achados e Perdidos, ao lado de sua amiga Holly. Eles entram na história para ajudar a irmã de Peter Saubers, que estranha o comportamento do irmão. E, sim, ela tem todos os motivos do mundo pra isso.

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No começo, eu achei o livro mais lento do que Mr. Mercedes, o primeiro livro da trinca Hodges. O vai-e-vem entre os tempos narrativos, apesar de fazer total sentido para a compreensão da história, acabou sendo um pouco cansativo. E isso me fez deixar o livro pela metade por alguns meses. Maaaaas, como eu odeio me sentir derrotada pelos livros, peguei ele pelo chifre, encarei e, no final, adorei!

Que final, senhores! Não apenas o final do caso Bellamy – ou até onde você iria pela sua paixão por um livro/autor? – mas pelo gancho que vai certamente me levar ao Último Turno, que  encerra a trilogia Bill Hodges.

Apenas aguardando pra saber mais sobre o destino de Brady Hartsfield? Será ele mais um grande monstro criado por Stephen King?

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O que eu pensei: se na contracapa de Mr. Mercedes o Hartsfield já foi definido dessa forma, como ele foi visto no final de Achados e Perdidos? Porque, pra mim, o último capítulo superou todas as expectativas! Como dizemos por aqui, BAITA GANCHO!

Ah, agora pra finalizar!

E ainda sobre Mr. Mercedes: vai ter série! Os detalhes estão aqui!

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2013 no blog: um review

E o WordPress.com liberou um relatório anual do blog, considerando os dados de 2013.

Mas o melhor foi o comparativo que eles incluíram:

Um metrô de New York pode levar 1,200 pessoas. Este blog foi visto cerca de 4,500 vezes em 2013. Se ele fosse um metrô em NYC, precisaria de 4 viagens para atender todas essas pessoas.

Clique aqui para ver o relatório completo.