Meu 2017

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Temos um novo ano. Sim, eu sei, isso já ocorreu há 23 dias. Mas esse delay não me impede de pensar sobre ele. O ano pode ainda ser novo, mas as necessidades não. Continuo precisando das mesmas coisas. Tempo, paciência, foco, determinação e concentração.

Tempo pra fazer tudo que eu preciso. Ele está aqui, esse tempo danado, mas eu tenho encontrado dificuldades em lidar com ele.

Paciência pra finalizar uma coisa antes de começar outra. Sabe aquela monte de livros pra ler? De séries pra assistir? Pois é, a vontade é fazer tudo ao mesmo tempo (olha ele aí de novo!), mas não dá. Tem que priorizar, tem que organizar.

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Foco no que é prioridade. Foco na tarefa não concluída. Foco no próximo passo. Simples (???) assim!

Determinação pra por em prática os mil planos que eu tenho pro ano, pra vida. São tantos projetos que eu me perco em etapas, em ideias, e definir o que é prioridade e o que precisa ser feito agora faz parte do processo. Definidas as coisas, vem a necessidade de determinação em fazer acontecer.

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Concentração. Esse talvez seja o maior desafio. Porque não adianta colocar “todo o resto” em ordem e não conseguir me concentrar pra tirar as ideias, os textos, os projetos do papel.

E lá vamos nós!

Tempo, tempo mano velho, falta um tanto ainda eu sei…

Tive uma conversa rápida com um amigo no chat (beijo, Roberto!). Trocamos umas ideias sobre política.

Mas não é sobre política que eu quero falar. Quero falar sobre nós. A conversa surgiu porque vi que ele tem uma opinião diferente da que tinha quando conversávamos todo dia – a qual defendia com unhas e dentes. Não, ele não mudou da água pro vinho, apenas mudou um pouco o ponto de vista.

Ok, isso faz mais de 15 anos. E por que essa história me fez querer escrever?

quote (12)

 

Porque, ao analisar a mudança dele, percebi o tamanho da minha mudança.

Deixei de ser totalmente da paz. Levo menos desaforo pra casa, engulo menos sapos, respondo à altura quem me critica de graça.

Deixei de ser a rainha da paciência – agora, sou a princesa. Não tenho mais tanto saco pra discussão sem futuro, pra discurso vazio, pra gente que tenta enrolas os outros.

Fiquei bem mais crítica: continuo analisando tudo com a paciência libriana, mas com menos dengo e mais “cara de mau”. Se é ruim é ruim, não é mais ou menos.

Fiquei menos estressada com as regras de beleza: se eu quero emagrecer, é porque me sinto pesada – e não feia. Se eu troco o branco pelo integral, é pela saúde e não por estética. Se não quero me maquiar de manhã (e isso acontece beeem frequentemente), nem mexo nos pincéis.

Mas tudo isso não me fez uma pessoa pior, egoísta, chata. Me fez somente uma pessoa mais responsável, mais reflexiva sobre o que deve ser pensado e mais relapsa em relação ao que não precisa ser assimilado.

 

Apenas obrigado, Chronos… Porque o tempo é remédio e (em tese) faz a gente melhorar!