Golden circle e o propósito daquilo que fazemos

Na palestra/conversa que o Rafael Martins, que é o cara por trás dos Eventos Share, teve na minha turma de Empreendedorismo Digital no pós em Marketing Digital no IERGS, ele falou sobre como Simon Sinek e seu golden circle fizeram a diferença na hora de pensar o “negócio”.

Fui atrás e vi inicialmente esse vídeo, que sintetiza a ideia e reforça a importância do propósito na hora de pensar em fazer algo.

“As pessoas não compram o que você faz, mas o porquê você faz.”

Estruturalmente, a Apple é igual a qualquer empresa que produz computadores. Mas ela se posiciona de forma diferente. Não se vende como uma empresa que faz equipamentos bons e bonitos.

golden circle - simon sinek

WHY – Queremos desafiar o status quo, queremos fazer diferente. É o PROPÓSITO!
HOW – fazemos isso entregando produtos muito bem projetados, fáceis de usar e com interface amigável. É o PROCESSO!
WHAT – dessa forma, fazemos excelentes computadores. Quer um? É o RESULTADO!

Como diz Sinek, o “ouro” está em fazer negócios com todos que acreditam na mesma coisa que você. Fazer negócios com quem pode comprar o que você faz te posiciona como mais um que entrega determinado produto ao mercado.

Pensei bastante nessa ideia e comecei a tentar enxergar, na minha vida, o propósito das decisões. Por que eu faço doutorado? Por que a vida acadêmica é importante pra mim? Por que eu quero dar aulas? São várias respostas, entrelaçadas, que passam longe do simplismo de afirmações que já ouvi como “quer dar aula porque quer trabalhar pouco” ou “porque é fácil ganhar dinheiro assim” ou, ainda, faz doutorado e acredita na vida acadêmica porque “não quer ‘sair da escola e crescer” e “quer ficar apenas estudando”.

Não é isso e, ao mesmo tempo, é bem mais do que isso. É acreditar no valor do conhecimento, em como ele pode mudar a minha vida (com o doutorado) e a de outras pessoas (na sala de aula). É acreditar que as trocas, os debates, as leituras, fazem de todos nós pessoas melhores, mais esclarecidas em relação ao mundo, até menos “governadas” por forças externas.

É, acima de tudo, acreditar que pensar (e refletir criticamente sobre o que acontece), conhecer (outras realidades que não sejam a nossa) e entender (como o mundo funciona) são verbos que nos tornam melhores cidadãos, mais responsáveis e conscientes dos nossos atos e escolhas.

E você? Onde está o “ouro” da sua vida? Por que você faz o que você faz?

Anúncios

Bate boca nas redes e o meu EU bom ideal

Em tempos de pessoas opiniões tão rígidas, muito enfrentamento e pouca conversa e troca de ideias, percebo também (e não devo ser a única, claro!) a ascensão de pensadores, sejam eles historiadores ou filósofos, acerca do nosso comportamento.
O que me parece é que, sim, queremos ser os donos da verdade, não aceitamos a opinião do outro se ela for diferente da nossa mas, ao mesmo tempo, queremos entender porque agimos assim.

Adoro essa reflexão do Leandro Karnal sobre o nosso comportamento. É fácil, mesmo, deixar de seguir alguém que nos irrite (eu já fiz isso, admito!). Mais fácil ainda é bloquear ou cancelar uma amizade (usando aqui o termo amizade como reprodução das redes, pois uma amizade verdadeira não dá pra simplesmente cancelar clicando num botão) porque aquela pessoa diz coisas que eu não gosto de ouvir. Cancelamos no Facebook, mas a pessoa continua aí, na rua. Quando encontrarmos ela na fila do mercado, faremos o que? Diremos a ela “não sou mais teu amigo porque tu é chato-feio-bobo e disse tal coisa”, como fazíamos na quinta série?

Há tempo não há distinção entre real e virtual. Tudo é uma coisa só. O virtual é mais uma representação da nossa pessoa. É nele que eternizamos o bom, o que queremos que os outros vejam. E é pensando nesse “eternizar” que me questiono: quando eu bato boca com uma pessoa num post, estou mostrando um lado meu radical – ou intolerante – que também fica ali, registrado. Esse é meu lado “bom”? Claro que eu acredito que sim, porque acredito que estou certa. Mas eu estou? Há certeza? Há apenas um lado? São nessas coisas que eu fico pensando quando vejo uma palestra (ou assisto um vídeo) que questiona o nosso comportamento.

Cães e moradores de rua: como separar?

Quem lê o título pode achar que eu quero que os moradores de ruas não tenham seus cães.

ERRADO!

Eu acho mais do que justos que essas pessoas, muitas vezes ignoradas ou esquecidas pela sociedade, tenham o carinho de um cão. Se quem tem casa e cachorro sabe como é, imagina esse sentimento de companheirismo potencializado trocentas vezes…

Por isso que caiu um cisco no meu olho assistindo essa matéria:

http://player.r7.com/video/i/5769384d0d9a03163300218b?layout=wide252p&full=true

Cara, primeiro que a lição do seu Maktub, no final do vídeo, é sensacional. É de um bom senso e amor que poucas pessoas conseguem expressar.

Mas, além disso, fico feliz em ver que o poder público está indo além, finalmente! Porque não adianta criar estruturas a partir da nossa visão de mundo. Nossa realidade, nosso contexto, são diferentes. É preciso, para que o sistema funcione, que ele seja feito pelos olhos do outro, de quem será beneficiado.

Claro que isso não garante nada, afinal, como vimos no vídeo, nem todos os moradores de rua que têm cachorros aceitarão o abrigo. Porque eles prezam outra coisa: a liberdade. Mas, com certeza, haverá os que ficarão felizes e aproveitarão a mudança. Ainda mais que, segundo a reportagem, os cães receberão vacina, vermífugo. Seus donos se preocupam com eles e querem o seu bem.

Antes de tudo, é preciso paixão

O Rafa postou este vídeo. Vi há pouco e preciso falar já dessa ideia linda.

Sou filha de professora, neta de professor – e sou, além de editora de conteúdo, professora. Encontro minhas ex-professoras com uma certa frequência, até porque muitas delas são amigas da minha mãe. Tenho trocentas primas professoras, também.

Sempre entendi a docência como um dom, porque tem que amar muito uma profissão pra aguentar aquela gurizada pentelhando em uma sala de aula. Ter que implorar atenção, competir com a zoeira e a diversão ou com os brinquedos e os namoricos do pátio, cobrar atividades massantes relacionadas a conteúdos que até o professor pode achar chato mas que sabe que precisa ensinar.

Mas daí vejo isso:

Não há como evitar  a emoção! (ok, quase chorei aqui!)

Porque mais do que ser professora (ou seja, mais do que cumprir aquilo para que foi contratada), a personagem do vídeo foi bem além. Ela conseguiu unir a profissão à grande paixão da sua vida e, com isso, mudar a vida de pessoas. Imagino o orgulho que um professor sente quando vê seus pequenos tendo resultados positivos na vida. Conquistando coisas, subindo degraus…

Claro que tem o outro lado. Nem todos se dão bem. Alguns se dão muito mal. Mas não vejo, aí, necessidade de culpa. Não há como “salvar” a todos. Até porque não depende só de quem ensina (professor). Depende de quem educa (a família) e, principalmente, de quem aprende (a pessoa, o aluno).

projeto usina

Mas acredito que, como em todos os momentos da vida, o importante é tentar. É lutar. E, sempre que possível, perseverar.

(aproveitando: parabéns a Prefeitura de Porto Alegre e Perestroika pelo projeto Usina)

Sorrir… sempre… pra sempre!

Este é lindo! Mensagem show pra um sábado de manhã.

Ok, já tinha compartilhado no FB, mas tive que repetir… Porque a ideia é sensacional mesmo!

Tentativa e erro

Ela tentou, mas não me convenceu!

E tem mais!