Da semana: coisas que li e curti [2]

Minha ideia era publicar esse resumão semanalmente, pois os assuntos ficam velhos e caem no esquecimento. Mas a semana passada foi tão louca, mas tão louca, e emendou numa loucura nessa semana também, que fui juntando os links e não publiquei.
Mas hoje vai!
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Como dona de um cachorro que viveu conosco por um ano e morreu atropelado e, agora, como dona de dois outros cachorros que nos acompanham há oito e sete anos, eu chorei lendo esse texto.
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Parabéns à Bruna Paese por esse texto, super sensato, sobre empreender.
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A internet, como a conhecemos, completou 25 anos (ou seja, “nasceu” em 1991). Meu primeiro acesso à internet foi na faculdade, lá nos idos de 1996. Nessa época, nem computador em casa eu tinha e, depois que comprei um, em suaves prestações, acessava internet discada. Entender essa história é importante para ver de onde viemos e, principalmente, para onde estamos indo.
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Vivemos um tempo em que tudo é lindo e dá certo. Pelo menos é isso que nós mostramos em nossas postagens. Por isso, este texto da Adri Amaral me tocou muito, ao mostrar quem nem sempre é assim e que isso é, sim, muito normal.

Problematizar a fala do amigo no Facebook a partir da linguística: #quemnunca

Eu deveria estar preparando uma aula, mas li um post de um amigo e tive que parar pra refletir (ou seja, problematizar! hehehe) sobre o que ele disse:

“Mas agora o que eu quero é tentar nunca mais votar em pessoas que têm uma agenda particular, apenas isso.”

Minha primeira resposta, simplista, foi:

“Com essa demanda vai ser difícil achar em quem votar… Infelizmente, mas será!”

Eu penso isso porque não consigo acreditar em isenção. A gente pode dizer que faz “pelo povo, pelo bem do outro, pela justiça, pela lei”, mas sempre tem um EU ali escondido. Se eu quisesse teorizar, mas já teorizando, usaria Charaudeau pra dizer que, apesar de eu me colocar como enunciador (o ser de fala), eu tenho por trás (sem piadas, ok!) um locutor (que é o sujeito comunicante, o ser social, aquele que traz todo um repertório de vida, de estudo, que influencia no que eu falo). Da mesma forma, do outro lado, quem me ouve é um destinatário que tem, por trás, um receptor, um ser social interpretante que também carrega todo um repertório.

Charaudeau - ato de linguagem
Charaudeau explica que todo ato de linguagem tem dois circuitos de produção de saber: o da fala configurada (espaço interno que o “dizer” e os seres de fala) e o externo à fala configurada (espaço externo que reúne os seres agentes instituídos como imagem de sujeito comunicante e interpretante)

Assim, entendo que mesmo que o candidato lá diga que quer governar pelo nosso bem, sem interesses, ele tem sim um interesse pessoal, a agenda que interessa a ele, aos partidários, à ideologia que ele representa.

Eu tenho um candidato a vereador (prefeito ainda não consegui escolher entre as belezuras que concorrem aqui na cidade). Ele defende determinadas pautas nas quais eu acredito. Conheço ele desde criança e sei que ele é uma boa pessoa. Mas, independente disso tudo, sei que as escolhas das pautas dele fazem parte de uma agenda pessoal. Quando ele, vereador em exercício, se coloca em oposição ao governo atual, é porque está defendendo essa agenda. Se eu voto nele, concordo com a agenda pessoal dele, por mais que ele possa vir a dizer (nunca o vi fazendo isso) que não faz por si mas sim pelos eleitores.

A quem se interessar mais sobre o assunto, recomendo a leitura do texto Pathos e Discurso Político.

Agora, pra fechar: Glauco, discordei de ti mas a gente ainda pode tomar cerveja no fim de semana, né? Não esquece disso:

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Golden circle e o propósito daquilo que fazemos

Na palestra/conversa que o Rafael Martins, que é o cara por trás dos Eventos Share, teve na minha turma de Empreendedorismo Digital no pós em Marketing Digital no IERGS, ele falou sobre como Simon Sinek e seu golden circle fizeram a diferença na hora de pensar o “negócio”.

Fui atrás e vi inicialmente esse vídeo, que sintetiza a ideia e reforça a importância do propósito na hora de pensar em fazer algo.

“As pessoas não compram o que você faz, mas o porquê você faz.”

Estruturalmente, a Apple é igual a qualquer empresa que produz computadores. Mas ela se posiciona de forma diferente. Não se vende como uma empresa que faz equipamentos bons e bonitos.

golden circle - simon sinek

WHY – Queremos desafiar o status quo, queremos fazer diferente. É o PROPÓSITO!
HOW – fazemos isso entregando produtos muito bem projetados, fáceis de usar e com interface amigável. É o PROCESSO!
WHAT – dessa forma, fazemos excelentes computadores. Quer um? É o RESULTADO!

Como diz Sinek, o “ouro” está em fazer negócios com todos que acreditam na mesma coisa que você. Fazer negócios com quem pode comprar o que você faz te posiciona como mais um que entrega determinado produto ao mercado.

Pensei bastante nessa ideia e comecei a tentar enxergar, na minha vida, o propósito das decisões. Por que eu faço doutorado? Por que a vida acadêmica é importante pra mim? Por que eu quero dar aulas? São várias respostas, entrelaçadas, que passam longe do simplismo de afirmações que já ouvi como “quer dar aula porque quer trabalhar pouco” ou “porque é fácil ganhar dinheiro assim” ou, ainda, faz doutorado e acredita na vida acadêmica porque “não quer ‘sair da escola e crescer” e “quer ficar apenas estudando”.

Não é isso e, ao mesmo tempo, é bem mais do que isso. É acreditar no valor do conhecimento, em como ele pode mudar a minha vida (com o doutorado) e a de outras pessoas (na sala de aula). É acreditar que as trocas, os debates, as leituras, fazem de todos nós pessoas melhores, mais esclarecidas em relação ao mundo, até menos “governadas” por forças externas.

É, acima de tudo, acreditar que pensar (e refletir criticamente sobre o que acontece), conhecer (outras realidades que não sejam a nossa) e entender (como o mundo funciona) são verbos que nos tornam melhores cidadãos, mais responsáveis e conscientes dos nossos atos e escolhas.

E você? Onde está o “ouro” da sua vida? Por que você faz o que você faz?

Dica: Coisas que a gente cria, podcast da Bárbara Nickel

Hoje fui “passear” de trem e resolvi fazer uma coisa diferente. Peguei meus fones e, ao invés de abrir as minhas músicas de sempre, resolvi ouvir podcasts. Meu pensamento foi “quero algo que acrescente, que me diga algo mesmo” e optei por esse:

http://www.coisasqueagentecria.com/

Resolvi começar pelo podcast da Cris Lisbôa, do Go, Writers e preciso dizer: fiquei en-can-ta-da! Primeiro, com a forma como a Bárbara Nickel, jornalista responsável pelas entrevistas, conduz a conversa. É tudo tão leve, tão fluido, que eu me sentia sentada ao lado delas, tomando um café.

Já a Cris Lisbôa, geeente, que coisa mais amor! Já quero ser amiga dela! 😀 Talvez porque eu tenha identificado muito de mim nela – alguém que ama escrever, que fez jornalismo pra escrever, que leva as palavras à sério e que fala palavrão – ou talvez apenas porque ela parece querida. (aproveitando, acessem o link do postcast, ouçam – claro! – e peguem as referências literárias que estão listadas no post).

Daí na volta, novamente no trem, resolvi ouvir a conversa com a Roberta Hentschke, da Bora Design de Negócios. Outro papo maravilhoso, cheio de dicas sobre empreendedorismo pra levar pra vida (e não necessariamente pros negócios), sobre auto-conhecimento, sobre pensar em si, conectar as ideias…

Então, assim: recomendo o podcast Coisas que a gente cria. Assinem, ouçam, divirtam-se (como eu me diverti, a louca rindo sozinha no trem!) e aprendam. Porque conhecer pessoas e ouvi-las sempre traz algo de bom pra gente.

(Ainda) sobre o fim da mão única emissor-receptor

Antes, um aviso: eu escrevi este post em 2013 (ui, já faz três anos!). Hoje, parei pra reler e vi que não mudou muita coisa. E como estou aos poucos trazendo outros textos que escrevi pra cá (lembra que fiquei um tempo fora desse blog?), achei que este merecia uma atenção.


“Para se comunicar é preciso ter mais diálogo. Estamos voltando ao diálogo depois de 50 anos de monólogo.” 

Walter Longo, do Grupo Newcomm

Quem vive o dia a dia da internet já entendeu que a comunicação como conhecemos (ou estudamos nos anos 1990 e 2000) não existe mais. O conceito simplificado em que o emissor manda uma mensagem para o receptor, que pode ou não emitir uma resposta, não existe mais. Hoje, todos são emissores e receptores ao mesmo tempo, inclusive os veículos de comunicação. E adaptar-se a essa realidade, entender que as pessoas também são formadores de opinião, parece muito complicado para algumas empresas. Digo isso depois de ver a seguinte imagem hoje pela manhã na minha timeline:

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Onde está a relação, a conversa? Se o veículo em questão não gosta/concorda/sente-se ofendido com as críticas e comentários do seguidor, falou com ele sobre? Ofereceu algum atendimento  especial? Tentou converter esse crítico em fã? (considero que o problema sejam críticas e brincadeiras feitas pelo seguidor, visto que se fossem elogios não haveria block)

Vejo  – não só neste caso, mas em muitos por aí – que as empresas não estão prontas para ouvir, assimilar, refletir sobre o que de bom e de ruim é dito sobre sua empresa. É mais fácil apagar uma crítica do que respondê-la. É mais fácil impedir quem te critica de falar contigo do que tentar inverter um quadro negativo. E muitos fazem isso. Sad but true.

Já ouvi de uma grande empresa que “ainda não é a hora de entrar nas redes sociais”. Ok, e será quando? Quando as pessoas “queimarem” a sua marca com críticas e comentários negativos por algum problema com seu produto? Quando sua empresa deixar de aproximar-se ainda mais daquele super cliente, que advoga a favor da sua marca? Quando a concorrência fizer a parte dela e

Estar nesse meio não é somente compartilhar imagens legais e dar prêmios.  Na verdade, é muito mais do que isso. É saber ouvir (especialmente críticas), é mediar debates, é conversar muito, é aprender com o cliente, é informar (sobre produtos, sobre o mercado, sobre o mundo, de repente!) e formar (bons cidadãos, novos clientes e fãs). Mais do que likes e shares, mais do que números, as redes sociais são exatamente isso: uma relação em rede, conexões, sociedade.

Uma novidade nem tão nova assim: minha coluna no Papo de Marketeiros

Pra quem não sabe, trabalho com gestão, produção de conteúdo e monitoramento de mídias sociais. Além disso, dou aulas na pós em Marketing Digital no Iergs, em Porto Alegre (RS), onde já falei sobre produção de conteúdo, monitoramento e métricas e planejamento e gerência de projetos.

Estou contando isso pra divulgar outra coisa legal: compartilho um pouco disso tudo, das minhas leituras e, principalmente, experiências enquanto usuária no site Papo de Marketeiros, onde assino uma coluna quinzenal. Comigo no projeto tem uma galera muito legal, muito experiente e cheia de boas ideias e pontos de vista sobre essa vida digital.

 

Quer ler o texto dessa semana? Clica na imagem!
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Acha legal? Se interessa? Então segue a página do Papo no Facebook pra conferir as atualizações.

2013 no blog: um review

E o WordPress.com liberou um relatório anual do blog, considerando os dados de 2013.

Mas o melhor foi o comparativo que eles incluíram:

Um metrô de New York pode levar 1,200 pessoas. Este blog foi visto cerca de 4,500 vezes em 2013. Se ele fosse um metrô em NYC, precisaria de 4 viagens para atender todas essas pessoas.

Clique aqui para ver o relatório completo.