Decepção com influenciadores é uma questão de tempo?

influenciadores-digitais

Hoje o Ronaldo Lemos falou, na sua coluna na Folha, sobre o relacionamento entre influenciadores – ou seja, pessoas que se destacaram por serem quem são – e seus fãs. Até onde vai esse amor? Fãs não querem mais foto, abraço e autógrafo. Ou melhor, até querem. Mas fãs também querem audiência, querem o reply, o RT, a menção no vídeo. É mais do que gostar de alguém. É se relacionar com essa pessoa. Porque, a partir do momento que um fã acompanha a vida do ídolo em ritmo de reality show, ele se sente fazendo parte dessa vida  – e a gente interage com quem faz parte das nossas vidas, não?

Reproduzo aqui o texto e aproveito pra abrir o debate: que você acha?


 

Decepção com influenciadores é uma questão de tempo

Converse com qualquer marqueteiro e há grandes chances de você ouvir a palavra “influenciador” em algum momento. Em geral ela se refere a algum tipo de celebridade da internet capaz de modificar a opinião alheia, levando a pessoa a comprar algo, mudar um comportamento ou até sua visão sobre algum assunto. Até o governo federal foi recentemente flagrado contratando o serviço de “influenciadores” no YouTube para elogiarem mudanças promovidas no ensino médio.

Só que a vida de influenciador não é fácil. Celebridades “tradicionais” usualmente são associadas a habilidades específicas, tais como cantar, dançar ou representar. Já influenciadores são reconhecidos por ações mais cotidianas, como ensinar a usar maquiagem ou jogar videogames. Grande parte conquista fãs não por dominar alguma habilidade mas por projetar seu ego na internet.

Isso gera um paradoxo. A ascensão de um influenciador funda-se na sua disponibilidade: o desejo dos fãs de interagir com ele, de serem notados, reconhecidos. É uma via de mão dupla: os fãs não querem apenas assistir, mas interagir.

Isso torna a fama contemporânea na internet altamente instável. Muitos influenciadores são na verdade apaziguadores da solidão alheia. Atuam como elos na multibilionária indústria da carência criada pela internet. Indústria essa que decorre do grande número de pessoas querendo falar e do diminuto grupo de pessoas disposto a ouvir. O influenciador ocupa esse lugar utópico entre a fala e a escuta. É celebridade justamente por aparentar ser “gente como a gente”, capaz de ouvir e compreender o outro.

Só que essa é uma situação utópica. Não há condições verdadeiras para a troca, já que a desproporcionalidade é grande demais. A relação entre fãs e influenciadores rapidamente torna-se insatisfatória: frustração e decepção são questão de tempo. O que era empatia converte-se rapidamente em ódio. Não é por acaso que todo influenciador que desponta precisa inventar formas de gerenciar não só os fãs (carentes) como os detratores (“haters”), muitos deles originados na descoberta de que estavam envolvidos em uma relação de troca impossível.

Para reduzir essa disparidade, seria necessário concretizar o desejo do poeta W.H. Auden, quando diz em seu belo poema “The more loving one” que: se “não se pode ter paixões iguais, então que seja eu quem ame mais”. Só que esse tipo de grandeza só existe no terreno da poesia. Na internet, o fã frustrado vira rapidamente “the more hating one”. É muito mais fácil odiar do que amar sozinho.

Isso denota um ponto cego no fascínio do marketing com o poder dos influenciadores. Esse fascínio desconsidera a permanente instabilidade das celebridades da internet. Ignora também a ausência de bases científicas para a existência do influenciador individual. Do ponto de vista científico, o “influenciador” individual é como um amigo imaginário: conveniente, mas não existe.

Dica: Coisas que a gente cria, podcast da Bárbara Nickel

Hoje fui “passear” de trem e resolvi fazer uma coisa diferente. Peguei meus fones e, ao invés de abrir as minhas músicas de sempre, resolvi ouvir podcasts. Meu pensamento foi “quero algo que acrescente, que me diga algo mesmo” e optei por esse:

http://www.coisasqueagentecria.com/

Resolvi começar pelo podcast da Cris Lisbôa, do Go, Writers e preciso dizer: fiquei en-can-ta-da! Primeiro, com a forma como a Bárbara Nickel, jornalista responsável pelas entrevistas, conduz a conversa. É tudo tão leve, tão fluido, que eu me sentia sentada ao lado delas, tomando um café.

Já a Cris Lisbôa, geeente, que coisa mais amor! Já quero ser amiga dela! 😀 Talvez porque eu tenha identificado muito de mim nela – alguém que ama escrever, que fez jornalismo pra escrever, que leva as palavras à sério e que fala palavrão – ou talvez apenas porque ela parece querida. (aproveitando, acessem o link do postcast, ouçam – claro! – e peguem as referências literárias que estão listadas no post).

Daí na volta, novamente no trem, resolvi ouvir a conversa com a Roberta Hentschke, da Bora Design de Negócios. Outro papo maravilhoso, cheio de dicas sobre empreendedorismo pra levar pra vida (e não necessariamente pros negócios), sobre auto-conhecimento, sobre pensar em si, conectar as ideias…

Então, assim: recomendo o podcast Coisas que a gente cria. Assinem, ouçam, divirtam-se (como eu me diverti, a louca rindo sozinha no trem!) e aprendam. Porque conhecer pessoas e ouvi-las sempre traz algo de bom pra gente.

Estamos de casa nova

Com domínio registrado, agora atendo em:

www.cafelivrosecrivos.com.br.

Acompanhe por lá as novidades!

Bel Pesce, o caderninho e o tempo “perdido” na academia

Eu tinha um problema com academia: sempre achava que estava “perdendo tempo”, que poderia aproveitar esse tempo dedicado ao corpo e a saúde para fazer algo mais útil. Sei que é um pensamento errado, mas ele sempre vinha.

estudar e malhar

Estou comentando isso só pra contar a forma como resolvi esse “problema”: adotei o Soundcloud. Nele, ao invés de músicas, optei por pessoas com algo a dizer. Algo que me interesse, me motive a ir adiante, pessoas que dêem ideias, soluções, insights.

E de onde isso surgiu? Quando conheci efetivamente o trabalho da Bel Pesce – aquela que estudou no MIT e, na faculdade (concluiu 5 cursos), trabalhou na Microsoft, Google e Deutsche Bank. Conhecida (e reconhecida) pelo perfil empreendedor, Bel foi nomeada em 2012 a “Jovem empreendedora do ano” pelo Prêmio Jovem Brasil e apareceu na lista da revista Época como uma das “100 pessoas mais influentes do Brasil”.

No Soundcloud, encontramos os áudios do Caderninho da Bel, projeto bem legal que ela mantém no youtube e na Rádio CBN para compartilhar experiências, ideias e formas de trabalho. tudo começou aqui:


Agora, ela atualiza o canal e a gente pode se inspirar nas coisas legais que ela fala! Quem quiser saber mais encontra a Bel no Facebook, no Youtube e no Soundcloud.

 

Ops! Aquelas coincidências legais: quando fui procurar uma imagem pra abrir esse post escolhi essa que está ali em cima. E, ao buscar a fonte, me deparei com esse post da Thais Godinho, minha “musa” do Vida Organizada. 😛

Organizando a vida com papel

Nos últimos dias, tenho tentado me entender com um planner, organizando as coisas da vida, as tarefas, alguns novos hábitos que quero implementar, tudo no papel.

Sim! Eu, esse ser digital, que vive com o smartphone na mão, uso uma agenda de papel pra colocar a vida em ordem.

Pensando nisso, dei uma olhada bem legal no Pinterest (me segue? tô aqui) e peguei algumas inspirações…

printable planner 1

As páginas podem ser coloridas, cheias de detalhes. O mais importante é que tenham os espaços certos para o que se propõe a fazer.

printable planner 2

Marcadores podem ser coloridos, o que facilita a identificação. Da mesma forma, cores diferentes para “setores” diferentes da vida também ajudam.

printable planner 5

 Quem não curte a meiguice pode dividir suas páginas apenas com blocos de cores.

printable planner 6

E dá, ainda, pra fazer o mais simples possível. Adoro, nesse modelo, os copos de água.

Estou preparando um material contando como estou implementando essas mudanças no meu dia a dia. Porque a demanda de tarefas está crescendo, com cada vez mais trabalho… E, por isso, preciso por ordem na bagunça!

Sim, são 20 anos…

Para ler esse post, sugiro a seguinte trilha sonora:

(todo mundo sempre gostou mais do rosa, mas como meu favorito é o preto e esse post é meu, mantive a cantora e escolhi a minha música favorita!)

Ok, dá o play e vamos lá!

Depois de um encontro muito lindo na sexta, uma celebração a vida, como bem definiu o anfitrião, me dei conta de que estamos completando exatos 20 anos dessa bagunça toda. A prova está aí embaixo (torrando o filme em 3…2…):

pio
2º colegial – 1994

Recapitulando: eu entrei no Pio XII em 1993. Foi o ano que conheci a Deni, o Be e mais gente que já era de lá, reencontrei a Carol (que veio comigo da Fundação). Aprontamos. Zoeira sem limite, como sempre – e até hoje! Também foi o ano que meu irmão morreu, mas a conversa aqui é pra ser alegre, então pularei essa parte!

No ano seguinte, a Deni foi pra Feevale, a Carol pra outra turma e eu e o Be ficamos por ali. E eu conheci uma gente legal, mas que – sim, eu lembro! – tinha um certo estranhamento em relação a nós! Até porque éramos beeeeem estranhos no primeiro ano, não nego. Mas a gente era legal… 😉

Foi tudo meio amor à primeira vista! Luli, Roberto, Jamile (que não estava na turma da escola, mas que era da “turma”), Fabi Paiva, Scheila, Bio, os guris Duda e Fael… Todo mundo junto. Todo mundo o tempo todo junto.

Trabalho de Religião do Mário? Vamos fazer um filme!

Tem que estudar pra Matemática? A Fabi ensina na casa dos guris.

Cada dia era uma experiência nova, um momento novo, uma pessoa nova chegava. Assim, fomos agregando: Maicon, Pati Strich, Xuni, Pati Carol, Lilian, Samy, Tati Campos, Sandro, Xandi… Na verdade eu tenho CERTEZA que tô deixando uma galera de fora, mas gente, sério, são 20 anos. A gente esquece de nomes (ainda mais que estou escrevendo em Ribeirão Preto, bem longe dos meus álbuns de fotos queima-filme)! Então, desculpem-me!

P.S.1: um beijo especial pras mães, que nos aguentaram esse tempo todo! As duas mães Rosa, as três mães Vera, a mãe Elaine…

Gepio?
Gepio?

E teve o Grêmio Estudantil! Reuniões fora de hora, organização de festas, concentração… Escolha da Garota Pio XII, Carnaval de Inverno… Tudo era motivo pra gente ficar juntos!

O ano terminou, teve gente que passou, gente que rodou, gente que trocou de escola. E tudo continuou do mesmo jeito: Under todo findi, tardes intermináveis no shopping, … Muito colo, muito choro, muito ciúme e muita briga. Gente nova entrou no grupo, gente velha saiu, até que cada um tomou seu rumo.

 

… e parece que não passa…

 

E agora a gente é assim...
E agora a gente é assim…

Eu comecei falando dos 20 anos, né? E sabem o que mais me surpreende? Que parece que o tempo não passou!

Não estou dizendo que as rugas e os brancos não chegaram… Sim, eles estão aí!

Mas sabe quando tu conversa com uma pessoa e parece que o tempo não passou? Quando parece que tudo continua igual?

O tempo foi um anjo com a gente, com certeza!
O tempo foi um anjo com a gente, com certeza!

Sim, eu sei que nesse tempo, a gente ficou longe, a gente se observou pelo Orkut, pelo Facebook… E eu sei que eu não estava lá quando os nenês da Luli, da Jami e da Pati nasceram, quando a Xuni foi operada, quando as crianças do Roberto chegaram… Eu não estive lá muitas vezes, assim como coisas que aconteceram comigo – boas e ruins – foram perdidas por todos.

Mas, não sei porque, parece que isso não faz tanta diferença assim. Porque o que a gente sente é maior do que o tempo e a distância. E por isso, quando a gente se vê, as conversas começam no hoje: a gente se atualiza naquelas de, um ou dois anos atrás; a gente fala das nossas histórias tristes – e felizes – como  se todos soubessem, como se todos estivessem o tempo todo lá.

Alguém explica isso? Alguém tem uma palavra que defina isso?

Eu só encontro um trio de palavras, que hoje fica super claro pra mim, de uma forma que naquele tempo não era possível: AMOR DE IRMÃO!

Beijo pra vocês!

 

Sobre o futuro (ou o presente?) do jornal

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“Um bom jornal é a nação falando com ela mesma”, diz a célebre frase do ganhador do Pulitzer, Arthur Miller. A chamada mídia convencional foi tomada por uma crise de identidade da qual não se sabe como ou quando sairá. O jornalismo mudou. O quarto poder mudou. (…) Hugh Hewitt, colunista do Daily Standart (…) define que vivemos na era “o público é o editor”. Ressalta que a história da blogosfera é a resposta de leitores que querem mais do que oferecem a televisão, o rádio e o jornal.”(GIARDELLI, Gil, 2012, p.112)